MARIA, MÃE DA IGREJA

Na segunda-feira após a Solenidade de Pentecostes celebraremos a memória da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, essa memória litúrgica foi instituída pelo Papa Francisco no ano de 2018. Essa comemoração litúrgica nos permite reconhecermos a sublime relação que há entre o mistério de Maria e o mistério da Igreja: duas realidades que estão profundamente unidas.

Os nossos primeiros pais, mesmo habitando o paraíso preparado por Deus, pecaram por sua desobediência, não corresponderam ao plano de amor que o Criador havia destinado para aqueles que Ele criou à sua imagem, era preciso então que a imagem do homem velho fosse restaurada pela imagem daquele que é Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus, Jesus Cristo.

Por meio do “sim” de Maria, o Filho eterno do Pai vem a nós, Deus que amou tanto esse mundo envia o Cristo para restaurar todas as coisas por meio da obra da Redenção e assim como Maria gerou o Cristo, também a Igreja é chamada a manifestar continuamente o Redentor em nosso mundo.

Santo Ambrósio nos ensina que se “segundo a natureza há uma só Mãe de Cristo, segundo a Fé o Cristo é fruto de todos”, a mulher do Apocalipse que o Magistério da Igreja vê como sendo Maria e a Igreja, gera o Cristo em meio as dificuldades e perseguições, desse modo, também nós, uma vez que fomos constituídos pelo Batismo como membros da Igreja, devemos manifestar a presença do Ressuscitado, Senhor da Igreja em nosso meio.

Aprendamos de Maria a disponibilidade para acolher o plano de Deus, que sua atitude oferente inspire toda a Igreja em sua resposta imediata aos desígnios de seu Senhor e assim em meios as realidades que nos desafiam nesses nossos dias, em meio as incompreensões e dramas que afetam a família humana, possa a Igreja ser uma presença materna que acolhe e renova as esperanças, permanecendo em oração, assim como Maria com a Igreja nascente, ecoando a mensagem evangélica e sendo sinal permanente que aponta para Jesus.

Vinícius Santos dos Reis

Seminarista – 3º Ano de Teologia

Últimos Posts