Dicas Litúrgicas Para O 16º Domingo Do Tempo Comum

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23 de Julho de 2017
Ano A

Aprendemos da bondade divina que Deus respeita aqueles que não o amam e indica que a convivência se supera à medida que nos tornamos mais humanos. Não se vence o mal pela força da violência, mas pela força da vida, presente na semente, por menor que esta seja

Evangelho de Mt 13,24-43

A Palavra deste Domingo elogia a bondade divina, não por alguma avaliação psicológica, mas a partir da experiência de Deus. Os autores sagrados relatam, em cada uma das leituras, as experiências de convivência com Deus.

A experiência de como Deus se comporta com relação aos povos que nele não acreditam, um dado observável para os autores do Livro da Sabedoria (1ª leitura), que viviam exilados, em meio a povos pagãos e adoradores de ídolos.

Deus não castiga aqueles povos nem pela idolatria e muito menos pelo pecado da sua rejeição, mas lhes concede a possibilidade de viver. Por que? Primeiro, porque tudo pertence a Deus e Deus protege a vida, da qual ele próprio é a fonte (Sb 11,26). Segundo, porque sua misericórdia é o fundamento de suas atividades em favor da vida.

Mesmo quando a vida humana caminha em caminhos tenebrosos, Deus se manifesta como misericordioso, não permitindo que a morte devore o homem, mas que ele tenha seu tempo para voltar a viver (salmo responsorial). Com esta teologia, o povo que vivia no exílio compreende duas lições básicas: para ser justo como Deus é preciso se tornar plenamente humano e fundamentar a humanidade na misericórdia, na paciência e no perdão.

Ser misericordioso como Deus é misericordioso (Lc 6,35-36), como tanto refletimos no “Ano Santo da Misericórdia”, é um aprendizado que nos torna mais humanos, nos humaniza. Justo é quem se faz humano para com o outro, diz o sábio da 1ª leitura.

Uma tarefa que necessita da ajuda do Espírito Santo, para que venha em socorro de nossa fraqueza, uma vez que nem mesmo sabemos o que precisamos pedir para nos tornar mais humanos (2ª leitura), Quando se entra no processo da humanização — pode até ser paradoxal — as confusões, as tentações, as dúvidas começam a tomar conta de nossas mentes e de nossos corações. A harmonização interior acontece pelo Espírito Santo que habita nossas vidas. É aqui que ele age com o seu “conselho”.

A tarefa de se fazer justo, tornando-se assim mais humano, não é fruto de um esforço pessoal, mas da docilidade para com a condução do Espírito Santo, que “penetra o íntimo dos corações e sabe qual é a intenção”, aquilo que cada qual precisa para viver justificado, isto é, para viver em Deus (2ª leitura).

A ação do Espírito Santo em nossas vidas é fundamental. Do ponto de vista da espiritualidade do Evangelho, o discípulo e discípula de Jesus não podem viver sem se deixar conduzir pelo Espírito Santo. Eles precisam do Espírito Santo para não se desviarem do Evangelho, no campo do mundo, onde o mal germina juntamente com o bem, simbolizado na parábola do joio e do trigo (Evangelho).

Não é preciso fugir do campo do mundo e nem ser indiferente ao mal, porque sabemos, por experiência que, tanto na sociedade, como na Igreja, juntamente com a bondade, cresce a malícia, manifestada pelo orgulho, pela sede do poder, pela busca da fama, pela presunção, pela corrupção… Lá onde vive o homem e a mulher, ele precisa aprender a conviver com o trigo e o joio. E isto acontece em favor da vida pessoal (e também comunitária) através da misericórdia (1ª leitura), pela bondade (salmo responsorial), pelo acolhimento do Espírito Santo (2ª leitura).

A Palavra deste Domingo demonstra que Deus não se serve da medida de nossas impaciências e nem precisa dos cruzados medievais para destruir o mal. Ele é paciente e promotor da vida, capaz de fazer de um grão de mostarda, minúsculo e frágil, uma árvore grande o suficiente para abrigar frutos e pássaros (Evangelho).

Algumas dicas para a nossa liturgia

  • A cor litúrgica é o verde.
  • Preparar a celebração com zelo, tornando o espaço alegre e acolhedor. Valorizar, neste domingo, o símbolo da missão que estamos vivenciando  na diocese.
  • O ato penitencial pode ser feito rezado. Sugerimos: “Confesso a Deus todo poderoso…” após a absolvição do presidente canta-se: 113
  • Pode-se substituir o comentário da liturgia da Palavra por um refrão para preparar a assembleia para escuta da Palavra de Deus. Sugerimos o refrão: Ó luz do senhor…
  • O salmo pode ser cantado em duas vozes alternadas e a assembleia participa do refrão.
  • Após a proclamação do evangelho canta-se um refrão para aclamá-lo novamente.
  • Nos ritos finais sejam dados brevemente os avisos. Lembramos que neste domingo em algumas paróquias acontece o encerramento da semana missionaria.

Sugestões de cantos para esta missa
Entrada: 72 ou 80
Ato penitencial: 100 ou 106
Glória: 126 ou 128
Salmo: é o mesmo do lecionário
Aclamação: 321 ou 323
Ofertas: 396 ou 395
Santo: 444
Comunhão: 532 ou 557
Envio: 655 ou 657

Concedei, ó Deus ao povo cristão conhecer a fé que professa e amar a liturgia que celebra. Por Cristo nosso Senhor. Abençoe-nos o Deus todo

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