Diocese de Jales

Artigos › 14/06/2019

Você compensa suas emoções na comida?

Você saberia me dizer o que é emoção? É uma experiência subjetiva, associada a temperamento, personalidade e motivação. Existe uma distinção entre a emoção e seus resultados, principalmente os comportamentos gerados e as expressões emocionais.

A comida pode estar ligada a uma necessidade fisiológica ou emocional

Nossas emoções primárias são alegria, tristeza, medo, amor e raiva. As pessoas, frequentemente, comportam-se como um resultado direto de seus estados emocionais, seja chorando, lutando, fugindo ou comendo. Emoções que, ainda criança, podem ser aprendidas ou condicionadas à alimentação. Um bebê, por exemplo, que sempre ao chorar é amamentado, ou uma criança que recebe como estímulo, como recompensa por um bom comportamento ou uma tarefa cumprida, um alimento que lhe agrada o paladar, são “treinadas” a obter esse mesmo alimento sempre que experimentarem uma dessas emoções primárias, pois aprenderam que, ao vivenciar uma forte emoção, precisam se alimentar.

Existem, no entanto, alimentos que influenciam diretamente nosso Sistema Nervoso Central (SNC) e reforçam esse estímulo externo que recebem. A cafeína, por exemplo, atua diretamente no SNC e tem a capacidade de agir na corrente sanguínea e atingir o córtex cerebral, que interfere na redução do cansaço, da atenção e cognição. O resultado obtido pela cafeína, que é encontrada não só no café, mas também nos refrigerantes e alguns chás, são benéficos; porém, o uso contínuo pode causar dependência, principalmente se associado à forma de nutrir as emoções e suprir as carências.

Companheiros de nossas emoções

Há outros alimentos que também precisam de nossa vigilância, pois são verdadeiros companheiros de nossas emoções: os chocolates e açúcares. Tanto o chocolate quanto o açúcar são capazes de estimular a produção da serotonina, que proporciona uma sensação de prazer e bem-estar. Por isso, muitas vezes, tornam-se companheiros das mulheres que vivenciam a TPM (tensão pré-menstrual), pois são alívio imediato da raiva e mais agradáveis ao paladar feminino que o masculino.

Precisamos ficar atentos, pois os alimentos não nos nutrem apenas física, mas emocionalmente também; por isso, é preciso saber identificar quando a fome é física ou emocional. Como a distinguir? A fome física é fisiológica, é a nossa necessidade de reabastecimento, aquela que sustenta a vida, que nos mantêm de pé, produzindo em nós a energia necessária para desenvolvermos as tarefas diárias. Já a fome emocional é aquela que não tem ligação com a sustentação da vida. Nesse caso, é aquela que nos faz comer mais e mais, apesar de já estarmos satisfeitos ou até passando mal. É aquele churrasco gostoso, o almoço de domingo, a festa boa que vamos. E mesmo já atingindo nosso limite físico, não somos capazes de dizer ‘não’ e continuamos a comer.

É primordial, então, o autoconhecimento, pois ele será nosso auxílio adequado, o termômetro para não sermos reféns dos alimentos. Conhecer nossa história, nossas emoções e reações promove em nós autodomínio e, consequentemente, uma forma mais madura e saudável de ver a vida.

Não pare em suas limitações, desnude-as e vença-as!

Por Aline Rodrigues, via Canção Nova

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