Pastoral e Meio Ambiente

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No próximo dia 5 de junho estaremos celebrando o dia mundial do meio ambiente. Este dia foi instituído pelas Organizações das Nações Unidas (ONU) no ano de 1972 com a realização da Conferência de Estocolmo. Foi nesta conferência que se transformou o modo de pensar sobre o meio ambiente e estipulou alguns princípios políticos importantes sobre o tema.
Os resultados colhidos politicamente até hoje não foram grandes, mas aos poucos foi-se aprofundando a reflexão e a Igreja contribui ao olhar a realidade ambiental como o “Bom Pastor” olha as suas ovelhas. Este cuida com carinho tudo aquilo que foi entregue sob a sua responsabilidade. É aqui que a Igreja passa a desenvolver uma Pastoral que pudesse realizar uma conversão humana quando se refere a relação homem-planeta.
A mística do “Bom Pastor” é a do cuidado, da responsabilidade, da preservação de toda a vida. Uma pastoral do meio ambiente deve estar intimamente ligada a esta mística do cuidado, tendo sempre em vista a defesa integral da vida. São pessoas que se sentem responsáveis pela vida de todos, pois o planeta, esta casa comum é de todos.
Os lobos, na parábola do Bom Pastor (Jo 10, 14-18), são todos aqueles que não respeitam o meio ambiente, por que sem respeitar e preservar o meio ambiente, não respeitam a vida, antes a rouba e mata.
A proposta de uma pastoral que trate sobre os assuntos relacionados ao meio ambiente se faz pertinente cada vez mais, pois é necessário dar uma resposta rápida diante de tantas percas nos últimos anos. A luta por um mundo ecologicamente sustentável e equilibrado passa por interesses que não condiz com o perfil cristão daqueles que se colocam no pastoreio e na defesa da vida.
A Campanha da Fraternidade deste ano sobre os biomas nos despertou para o fato da existência de uma integralidade entre toda criatura, todos os seres vivos estão em constante relação. Essa integralidade da vida, coloca o homem, não como dominador e predador, mas como responsável por tudo que existe e que a continuidade dessa existência depende do ser que tem a capacidade de transformação. O homem é sujeito de transformação, é sujeito de cuidado. Daí o lema: “cultivar e guardar a criação”. (Gn 2,15)
O Papa Francisco desde o início de seu ministério tem possibilitado ao mundo profundas reflexões sobre a mística do cuidado. Diz ele em sua primeira missa: “Proteger a criação, a cada homem e cada mulher, olhar para eles com ternura e amor é abrir um horizonte de esperança”. Continua ele: “Nós, os seres humanos, não somos meramente beneficiários, mas guardiões das outras criaturas”.
Esta é uma missão de todos os homens de bem, e principalmente daqueles que estão engajados ou que querem engajar num trabalho pastoral. O meio ambiente, a nossa casa comum está pedindo socorro e a Igreja, povo de Deus, precisa realizar uma ação pastoral bem organizada e contínua, pois cuidar do meio ambiente não pode ser apenas um hobby, mas como nos convoca Francisco, é preciso que seja uma conversão de vida com o objetivo de assegurar às próximas gerações um planeta capaz de garantir uma qualidade vida.

Pe. Joilson Domingos André
Assessor da Campanha da Fraternidade

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