Orientações para a Semana Santa

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Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor

Neste dia a Igreja recorda a entrada de Jesus em Jerusalém, para realizar o seu mistério pascal.

O Domingo de Ramos, liturgicamente falando, é conhecido como “Domingo da Paixão”, e tem a finalidade de preparar os cristãos para caminhar com Jesus na sua Páscoa. A Procissão de Ramos conduz os cristãos no acompanhamento de Jesus em sua Paixão, nas estradas, ruas e avenidas de nossas comunidades.

Para este domingo são necessários dois ambientes: um fora da Igreja onde se inicia a celebração com a benção dos ramos. O local para o início da celebração deve ser um lugar que lembre a CF 2018. Seja qual for o local deve estar ornamentado com muitos ramos. O outro ambiente é a própria Igreja, que também deve estar ornada com ramos sem muito exagero.

            Para a celebração se prepara: Ramos, água benta, cruz, e tudo o que for necessário para a missa. No local onde se inicia a celebração deve haver uma mesa pequena para colocar a caldeira de agua benta o missal, que serão usados para benção dos ramos. A cor litúrgica é vermelha.

            A tradição da Igreja reserva para esse Domingo um rito litúrgico feito em forma processional, para recordar a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. O sacerdote pode usar a capa. Após a benção dos ramos (Pág. 220 do Missal), depois da proclamação do Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém o celebrante poderá fazer uma breve homilia e em seguida dar inicio a procissão exortando o povo com palavras apropriadas. A procissão de forma da seguinte maneira: se usar incenso, o turíbulo e a naveta vão à frente, em seguida a cruz que pode estar enfeitada com ramos, depois o sacerdote e em seguida a assembleia. A procissão substitui o ato penitencial.

Nas celebrações de Ramos, onde não houver missa, não deve haver Benção dos Ramos.

Há um momento especial para a chegada à Igreja. Quando a procissão chegar à porta da Igreja, que deverão estar fechadas, entoa-se o canto:

“Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o rei da glória possa entrar!”

Dizei-nos: “Quem é este rei da glória?” “O rei da glória é o Senhor onipotente, o rei da glória é o Senhor Deus do universo”

Depois, o celebrante abre as portas e todos entram cantando: “Hosana Hey”.

Chegando ao Altar, o Sacerdote entrega o ramo ao ministro, faz a devida reverência, oscula-o, em seguida incensa-o como de costume.  Depois, dirige-se para a cadeira presidencial, retira a capa, se dela fez uso na procissão e reveste a casula.

A Liturgia da Palavra deve ser preparada com antecedência, principalmente se o Evangelho for dialogado, para que flua bem. Durante sua proclamação não se usa velas nem incenso, também não é traçado o sinal da cruz sobre o texto.

Durante a Procissão das ofertas, junto com o pão e do vinho, deve-se motivar a colaboração financeira para ajudar os projetos sociais, motivado pela Campanha da Fraternidade 2018.

Nos Ritos finais, agradecer a todos que colaboram com a campanha da fraternidade; pode-se falar do sentido de levar os ramos para a casa e quando podem ser usados; motivar a participação do povo durante as celebrações da Semana Santa.

A celebração se encerra com a Bênção da Paixão, pág. 522 do missal.


Quinta-feira Santa: Missa da Ceia do Senhor

A liturgia da Quinta-feira Santa nos fala do amor, com a cerimônia do Lava-pés, a proclamação do novo mandamento, a instituição do sacerdócio ministerial e a instituição da Eucaristia, em que Jesus se faz nosso alimento, dando-nos seu corpo e sangue. É a manifestação profunda do seu amor por nós, amor que foi até onde podia ir: “Como Ele amasse os seus amou-os até o fim”.

            A celebração deve ser o mais solene possível. Ornar o espaço celebrativo com Flores, velas, toalhas, incenso, vestes, pão e vinho, uvas, trigos, etc. Neste dia se possível o altar esteja ladeado por duas velas. A ceia do Senhor é momento de festa e alegria. “O tabernáculo esteja totalmente vazio. Para a comunhão nesta Missa e na celebração da Sexta-feira, consagra-se na própria Missa a quantidade de pão suficiente”. (MISSAL, Página 247) Prepara-se também o lugar da reposição, com um tabernáculo. Cor litúrgica é o Branco.

A procissão de entrada se organiza da seguinte maneira: à frente, vai o turíbulo e a naveta, a cruz ladeada de duas velas, os leitores, os ministros, os acólitos e o presidente da celebração. Chegando ao altar, o presidente faz a incensação do altar.  O ato penitencial expresse um verdadeiro pedido de perdão e um gesto de humildade diante de Deus.

Após 40 dias sem entoar o Hino de louvor, nesta Missa, diz-se o glória. Durante o canto, tocam-se os sinos, que permanecerão silenciosos até a Vigília Pascal.

Para a Liturgia da Palavra, tudo deve ser preparado com devida antecedência. O Evangelho seja proclamado dignamente, pelo diácono ou, na falta dele, o presbítero. O ambão esteja ladeado por duas velas e, após o “Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo… Glória a vós, Senhor.”, seja incensado. Segue-se a Homilia e, em seguida o Lava-pés.

O Lava-pés é um rito litúrgico que repete o gesto de Jesus, pois, na última ceia, lavou os pés de seus discípulos em sinal de serviço e de amor – realizado apenas na missa da Ceia do Senhor. Vale salientar que não é uma encenação, mas sim um momento de fazer memória dos ensinamentos de Cristo.  Para os “apóstolos” podem ser pessoas ligadas ao tema da campanha da fraternidade, outra sugestão é convidar agentes da Pastoral Vocacional e jovens vocacionados, lembrando que nossa Diocese vive o Ano Vocacional. As pessoas escolhidas se posicionam nos lugares devidamente preparados, enquanto essas pessoas ocupam seus lugares a assembleia permanece em silêncio. Para o rito, não sejam montados outros “altares” no presbitério ou em outro lugar da igreja e sim em um local adequado e sóbrio. O sacerdote (retira a casula, caso necessário) aproxima-se de cada um, lavando-lhe e enxugando-lhe os pés, auxiliado pelos ministros. Enquanto se realiza o rito, canta-se.

Durante a Apresentação das ofertas, fazer a procissão com os dons, pão e vinho para a Eucaristia, levar outros dons como trigo e uva. Lembrar a equipe de cantos, que o canto prossegue até terminar a incensação do altar, do presidente da celebração e do povo, se houver.

O prefácio é o da Santíssima Eucaristia, (página 439 do missal) e recomenda-se a Oração Eucarística I (Canon Romano), sendo assim, o infra actionem, é o próprio do dia (página 250 do missal), seguindo até o “tomai todos e comei”, depois segue a oração eucarística I normal (página 473 do missal). Para solenizar o rito, podem-se cantar as respostas da Oração Eucarística.

A última parte da Missa é a Transladação do Santíssimo Sacramento. Não há bênção final para esta celebração, muito menos bênção do Santíssimo. NÃO SE USA OSTENSÓRIO para fazer a transladação, mas sim a âmbula (ou cibório), coberta por um véu. Não há procissão solene com o Santíssimo.

“Terminada a oração, o sacerdote, de pé, ante o altar, impõe o incenso no turíbulo e, ajoelhando-se, incensa três vezes o santíssimo sacramento. Recebendo o véu umeral, toma o cibório e o recobre com o véu. Forma-se a procissão, precedida pela cruz para conduzir o Santíssimo Sacramento, com velas e incenso, pela igreja até o lugar da reposição, preparado uma capela devidamente ornada, com um tabernáculo. Durante a procissão, canta-se (exceto as duas últimas estrofes):

  1. Vamos todos louvar juntos o Mistério do amor, pois o preço deste mundo foi o Sangue Redentor, recebido de Maria que nos deu o Salvador.
  2. Veio ao mundo por Maria, foi por nós que Ele nasceu. Ensinou sua doutrina, com os homens conviveu. No final de sua vida um presente Ele nos deu.
  3. Observando a Lei Mosaica, se reuniu com os irmãos, era noite, despedida, numa Ceia: refeição. Deu-se aos Doze em alimento, pelas suas próprias mãos.
  4. A Palavra do Deus vivo transformou o vinho e o pão, no seu Sangue e no seu Corpo, para nossa salvação. O milagre nós não vemos, basta a fé no coração.

Quando a procissão chegar ao local da reposição, o sacerdote deposita o cibório no tabernáculo. Colocando incenso no turíbulo, ajoelha-se e incensa o Santíssimo Sacramento enquanto se canta:

  1. Tão sublime Sacramento adoremos neste altar. Pois o Antigo Testamento deu ao novo seu lugar. Venha a fé por suplemento os sentidos completar.
  2. Ao Eterno Pai cantemos e a Jesus, o Salvador. Ao Espírito exaltemos na Trindade, eterno amor, ao Deus Uno e Trino demos a alegria do louvor. Amém!

Após alguns momentos de oração silenciosa, o sacerdote e os ministros fazem genuflexão e voltam à sacristia. Retiram-se as toalhas do altar e, se possível as cruzes da Igreja.

Os fiéis sejam exortados a fazerem a vigília de adoração ao Santíssimo, proposta pela Diocese, conforme o costume. Contudo, após a meia noite esta adoração seja feita sem nenhuma solenidade. “

(MISSAL ROMANO, Página 252)


Sexta-feira Santa: Solene Liturgia da Paixão

Segundo antiquíssima tradição, a Igreja, no dia em memória da Paixão de Nosso Senhor, não celebra os sacramentos. O clima a se manter na celebração ritual deste dia é o de silêncio e oração. A espiritualidade que deve ser expressa é o luto da comunidade junto ao calvário e a cruz, portanto, o altar esteja totalmente despojado (sem cruz, velas ou toalha), levando os fiéis à uma íntima contemplação do sacrifício cruento do Cristo.

A solene ação litúrgica tem início às 15hs, podendo, por motivos pastorais, ser transferida para um momento mais adequado, desde que não se suprima o rito. A cor dos paramentos litúrgicos é vermelha, ressaltando a realeza e o martírio de Jesus.

Nos ritos iniciais omite-se qualquer comentário ou canto. Como vestido para missa, o presidente se dirige, acompanhado dos auxiliares até o altar, onde lhe presta reverência e se prostra, os auxiliares podem estar ao lado de joelhos, ao mesmo tempo em que todos rezam em silêncio. Logo após, se dirige à cadeira presidencial e de mãos unidas diz uma das duas orações propostas no Missal Romano (p.256)

A Liturgia da Palavra deste dia tem seu ponto culminante na leitura da Paixão do Senhor. Se tradicionalmente for dialogada, seja preparada com antecedência para evitar improvisos que não contribuam para a oração. Após a leitura do mesmo pode ser proferida uma breve homilia, sendo oportuno, após esta, convidar os fiéis a um instante em silêncio profundo de interiorização da narração bíblica. A Liturgia da palavra é encerrada com a Oração Universal, que pode proceder da seguinte forma: junto ao ambão, um ministro propõe a intenção; todos oram um momento em silêncio, em seguida o presidente reza de pé junto à cadeira ou ao altar a oração. Os fiéis sejam orientados pelo presidente a permanecerem de pé ou de joelhos. A oração Universal é o grande momento de solidariedade com todo o povo de Deus, nascido do gesto de amor do Cristo na cruz. Como Jesus a comunidade reza pelas grandes necessidades da Igreja e da humanidade.

A segunda parte inicia-se com a apresentação da Santa Cruz, que pode ser realizada de duas formas, prescritas no Missal Romano (p. 260), entretanto, seja apresentada uma só cruz para ser adorada. A mesma, tendo em seu lenho o Cristo crucificado, seja disposta à entrada do presbitério para o acesso de todos da assembleia.

A terceira parte é o rito da comunhão dos fiéis. Para este, veste-se  o altar com simples toalha e o mune do corporal onde se depositará o Pão Eucarístico. Pelo caminho mais curto o ministro traz o Santíssimo Sacramento acompanhado com duas velas acesas que serão colocadas sobre o altar ou junto dele.  Convidam-se os fiéis para a oração do Pai-nosso conforme a orientação do Missal (p. 267). É propício para a mística do Tríduo Pascal que neste dia se consuma toda a reserva eucarística, deixando vazio o tabernáculo. Prossegue-se com a Oração pós-comunhão.

Por ser parte indivisível do Tríduo Pascal, a ação litúrgica se encerra somente com a oração sobre o povo, sem uma benção final. O Presidente se retira acompanhado dos auxiliares. O mesmo faz os demais fiéis. Todos em silêncio. Deve se valorizar a coleta para os Lugares Santos, em prol dos refugiados e comunidades cristãs perseguidas, principalmente na Terra Santa.


 Sábado Santo: Vigília Pascal

No sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua Paixão e Morte, e abstendo-se (desnudado o altar) do sacrifício da Missa até que, após a solene Vigília em que espera a Ressurreição, se entregue às alegrias da Páscoa, que transbordarão por cinquenta dias. (Missal Romano p. 269).

A partir da véspera do sábado santo é celebrada a liturgia do Domingo da Páscoa na Ressureição do Senhor. Os paramentos são brancos, cor festiva. As imagens que uma vez veladas durante o período quaresmal, sejam descobertas antes da celebração.

Em lugar conveniente, fora da Igreja, acontece a Bênção do fogo e preparação do Círio, prepara-se a fogueira. Seja organizado também, com antecedência, velas para toda a assembleia, bem como incenso, flores, pia batismal, pão e vinho para a Eucaristia e óleos para o Batismo (onde houver).

O presidente inicia exortando os fiéis e dirigindo-lhes palavras de instrução sobre o que se vai celebrar; depois, próximo ao fogo procede com a benção. Portando o Círio, procede como na orientação do Missal romano (p.272). Para a procissão segue-se como costume, cantando ao povo “Eis a Luz de Cristo”, que responde: “Demos graças a Deus”; a primeira vez sendo feita após o acendimento, a segunda à porta da igreja, convidando os fiéis a acenderem suas velas na chama Pascal, a terceira e última à entrada do presbitério, voltado para o povo, e após esta, as luzes da Igreja podem ser acesas. Dispondo o Círio ao lado da Mesa da Palavra, é realizada a proclamação da Páscoa, podendo utilizar o texto mais breve. Ao término do Exultet as velas da comunidade podem ser apagadas.

A segunda parte da Vigília é a Liturgia da Palavra. Como de costume, pelo bem pastoral em vista da participação, não precisam ser feitas todas as leituras. Aconselha-se que seja o Poema da criação, a leitura do Êxodo, e Isaías ou Ezequiel; e do Novo Testamento a Leitura da carta de São Paulo aos Romanos e o Evangelho. Tudo deve ser bem preparado. Ao final de cada leitura seja cantado o salmo correspondente do ambão da palavra, em seguida a oração correspondente. Após a última leitura do Antigo Testamento entoa-se o Glória, e nesse momento acende-se as velas do altar, veste-o com toalha digna, orna-se seus arredores com flores – de preferência girassóis, símbolo da Páscoa –, tocam-se os sinos e tudo deve caracterizar festa. Ao Evangelho não se levam velas, mas só incenso, quando se usar. Após o Evangelho, faz-se a homilia.

Procede-se a Liturgia Batismal. Havendo ou não batismo, segue-se como no Missal Romano (p. 283), com a ladainha dos santos e a benção da água. Após esta, com as velas acesas os fiéis devem renovar as promessas do batismo, em seguida são aspergidos com água benta enquanto cantam.

A quarta parte da vigília é a Liturgia Eucarística, tudo como orientado no Missal (p. 290), lembrando do prefácio primeiro da Páscoa, bem como a Oração Eucarística I, propícia para o momento.

Dentro desta festa da Páscoa, a participação dos fiéis leigos e leigas é imprescindível, podendo ser convidados a participar do momento do Glória, auxiliando na ornamentação do altar, na procissão das ofertas, entre outros. Conforme orientado, e com as devidas adaptações, os ministros leigos e leigas da Palavra podem celebrar o Tríduo Pascal nas suas respectivas comunidades, tendo a aprovação do Administrador Paroquial.

Seja lida em momento oportuno a mensagem do Bispo Diocesano por ocasião da Páscoa do Senhor. À página 522 do Missal se dispõe a Benção Solene para Vigília. Evidentemente a expressão deste dia é o Aleluia, que deve estar presente em todo o Tempo Pascal. A saudação final seja dirigida aos fiéis com essa mesma expressão, seguida de um gesto da comunidade de desejar Feliz Páscoa a todos.

Convém, portanto, que no Domingo de Páscoa seja celebrada, pelo menos, um Missa com a liturgia do domingo, nas Igrejas Paroquiais.

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