O Papa aos catequistas: Sigam a Cristo e não tenham medo de ir às periferias com Ele

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Neste domingo, 30 de setembro, o Papa Francisco se reuniu no Vaticano com mais de 1.600 catequistas procedentes de todo o mundo que foram a Roma em peregrinação pelo Ano da Fé. O Papa entrou pelo fundo da Sala Paulo VI e saudou os entusiastas catequistas.

Francisco se dirigiu aos catequistas com um discurso preparado embora tenha levantado os olhos dos papéis várias vezes para explicar os três pontos que considera indispensáveis para qualquer bom catequista. O Papa disse que ser bom catequista significa ter familiaridade com Jesus, imitar a Cristo que significa ir buscar os demais e não ter medo de ir à periferia com Jesus.

O Papa disse que ser catequista é uma verdadeira vocação porque não se trabalha ou se faz de catequista, mas “se é catequista”. Citando Bento XVI,  recordou que a Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração, e o que atrai é o testemunho. Do mesmo modo, mencionou as palavras que São Francisco de Assis estava acostumado a dizer: “preguem sempre o Evangelho e se for necessário também com as palavras”.

O Papa ressaltou que “ser catequista requer amor, amor cada vez mais forte a Cristo e amor a seu povo santo e este amor necessariamente vem de Cristo”. E lhes perguntou: “O que significa este vir de Cristo para um catequista?”. Em três pontos o explicou.

Francisco considerou essencial a familiaridade que se deve gerar entre o catequista e Jesus. E assegurou que ter um “título de catequista” é somente um pequeno caminho porque ensinar a fé não se trata de um título, mas “é uma atitude”.

Deixar-se olhar por Cristo, assinalou o Bispo de Roma, é uma forma de rezar. “Isto aquece o coração, alimenta o fogo da amizade, faz sentir que Ele verdadeiramente me olha, está perto de mim e me ama”, indicou.

O Papa reconheceu que entende que a tarefa não é simples, “especialmente para quem está casado e tem filhos”. Expressou que não é necessário fazer tudo da mesma forma, porque na Igreja “há variedade de vocações e variedade de formas espirituais”. O importante, ressaltou, “é encontrar o modo adequado para estar com o Senhor; e isto se pode, é possível em cada estado de vida”.

O segundo elemento que particularizou é imitar a Cristo no sair de si e “ir ao encontro do outro”. Embora, aceitou que parece uma experiência paradoxal, descreveu: “Quem põe como centro da própria vida a Cristo se descentra! Quanto mais você se une a Jesus, Ele se converte no centro de sua vida; quanto mais Ele faz você sair de si mesmo, você se descentra e se abra aos outros”. E utilizou uma metáfora ao dizer que o coração do catequista realiza essas ações como os movimentos cardíacos da sístole e da diástole.

Em terceiro lugar, Francisco falou da história de Jonas, um homem piedoso que quando o Senhor o chama para pregar em Nínive não se sente capaz. “Nínive está fora dos seus esquemas, está na periferia do seu mundo. Deus não tem medo das periferias”. E acrescentou que Deus é sempre fiel, criativo, não é fechado nem rígido, nos acolhe, vem ao nosso encontro, nos compreende.

Também destacou a criatividade do catequista como uma coluna do seu trabalho. “Se um catequista se deixa levar pelo medo, é um covarde; se um catequista fica tranquilo termina sendo uma estátua de museu; se um catequista for rígido, se torna ressecado e estéril”, advertiu.

Do mesmo modo, recordou que prefere “uma Igreja acidentada que uma Igreja doente”. E neste trabalho, “nossa beleza e nossa força” é que “se saímos para levar o seu Evangelho com amor Ele caminha conosco” e vai sempre primeiro.

O Santo Padre destacou que Deus sempre “nos precede e que se temos medo de ir a uma periferia, na realidade Ele já está ali”. Ao finalizar, agradeceu aos catequistas e os convidou a permanecerem com Cristo, ser uma só coisa com Ele, segui-lo e imitá-lo.

Fonte: ACI

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