NÓS ACREDITAMOS NA FORÇA DOS JOVENS

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A força dos jovens é um sinal de esperança para a humanidade. Em meio à precariedade, às incertezas e inseguranças de cada dia, reconhecemos os desafios vividos pela juventude atualmente. Trata-se de uma fase marcada por processos intensos de desenvolvimento, inserção social e definição de identidades, tudo isso exige experimentação intensa em diversas esferas da vida.

Situações de injustiça, carências extremas, valores líquidos, diferentes situações de irresponsabilidade, desigualdades de classes sociais, indiferença com relação ao seu protagonismo e participação social, acumulação de prazeres, diversos perfis religiosos, ideologias distorcidas que geram polêmicas, fragilidades no sistema educacional, mudanças no mundo do trabalho, a violência no campo e na cidade, o envolvimento com  drogas, a banalização da sexualidade, gravidez na adolescência, a AIDS, mortes por causas extremas (homicídio, acidentes de trânsito, e suicídio), entre outras, retratam os desafios vividos pela juventude.  

Sabemos que, “a juventude é a fase do ciclo de vida em que se concentram os maiores problemas e desafios, mas é, também, a fase de maior energia, criatividade, generosidade e potencial para o engajamento”. (Evangelização da Juventude, nº 26). É desafiador, mas precisamos renovar diariamente uma opção afetiva e efetiva pela juventude, na busca de favorecer o desenvolvimento deles em todos os aspectos.  É preciso manter um equilíbrio entre o racional e o emocional, dando espaço tanto para objetivos claros, quanto para emoções, sonhos e imaginação. Precisamos considerar todas as dimensões da vida do jovem, propondo uma formação integral, considerando as diversas dimensões da pessoa humana e os processos grupais.

O Papa Francisco enviou, uma carta aos jovens brasileiros no encerramento do projeto Rota 300, que se encerrou dia 29 de julho com uma grande festa no Santuário Nacional de Aparecida (SP). A iniciativa celebrou os 300 anos do encontro da imagem de Aparecida, no Rio Paraíba do Sul (SP). No texto, Francisco convoca os jovens brasileiros a redescobrirem “a criatividade e a força para serem protagonistas de una cultura de aliança e assim gerar novos paradigmas que venham a pautar a vida do Brasil”. Anima a juventude, recordando um desafio atual, a não terem medo de lutar contra a corrupção!

Uma contribuição específica da Igreja Católica no Brasil, desde 1985, foi a criação do Dia Nacional da Juventude – DNJ, celebrado no quarto domingo do mês de outubro. O DNJ tem dois momentos: 1º a preparação em pequenos grupos e 2º um evento de massa. A cada ano este dia é motivado por um tema e lema em sintonia com à Campanha da Fraternidade. Este ano o tema é: “Juventude em defesa da vida dos povos e da mãe terra”, e o lema: “Os humildes herdarão a terra” (Sl 37,11). Desta forma a CNBB confia ao protagonismo juvenil esta celebração que é marcada por atitudes pessoais e comunitárias de conversão.

Parafraseando uma expressão do evangelista João, muitas outras reflexões foram feitas sobre a juventude e ainda precisamos fazer, e se fossem escritas uma por uma, o mundo não poderia conter os livros que se escreveriam. O que refletimos agora é uma provocação! Afinal de contas, trata-se de uma realidade que está exposta à oscilação constante, marcada pela velocidade social das mudanças culturais e históricas, com as vulnerabilidades e potencialidades desta fase do ciclo de vida.

Por essa razão estas palavras são provocantes, chegando ao anseio do seu coração, e nos coloca em movimento! Uma corrente do bem precisa acontecer. Devemos reagir, ao invés de desanimar ou desacreditar do potencial dos jovens, somos chamados a adentrar no meio juvenil estimulando e animando eles a viverem com entusiasmo e otimismo caminhos de renovação, na certeza de que não estão sozinhos, porque nós acreditamos na força dos jovens!

Pe. José Antonio Soares
Assessor Diocesano da Pastoral Juvenil e Pastoral da Comunicação – Diocese de Jales/SP.

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