Liturgia Diária – 2018-02-11 07:56:01

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6º DO TEMPO COMUM

(verde – 2ª semana do saltério)

Jesus se compadece da humanidade em suas misérias, e nós somos convidados a imitá-lo. Sua salvação opera por meio do agir libertador e da inclusão dos excluídos. Celebremos a páscoa de Cristo, a qual se realiza na compaixão com os sofredores e no empenho para lhes devolver a dignidade, superando preconceitos e discriminações.

Primeira Leitura: 2 Reis 5,9-14

Leitura do segundo livro dos Reis – Naqueles dias, 9Naamã chegou com seus cavalos e carros e parou à porta da casa de Eliseu. 10Eliseu mandou um mensageiro para lhe dizer: “Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e tua carne será curada e ficarás limpo”. 11Naamã, irritado, foi-se embora, dizendo: “Eu pensava que ele sairia para me receber e que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria. 12Será que os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores do que todas as águas de Israel, para eu me banhar nelas e ficar limpo?” Deu meia-volta e partiu indignado. 13Mas seus servos aproximaram-se dele e disseram-lhe: “Senhor, se o profeta te mandasse fazer uma coisa difícil, não a terias feito? Quanto mais agora que ele te disse: ‘Lava-te e ficarás limpo’”. 14Então ele desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme o homem de Deus tinha mandado, e sua carne tornou-se semelhante à de uma criancinha, e ele ficou purificado. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 31(32)

Sois, Senhor, para mim, alegria e refúgio.

  1. Feliz o homem que foi perdoado / e cuja falta já foi encoberta! / Feliz o homem a quem o Senhor † não olha mais como sendo culpado / e em cuja alma não há falsidade! – R.
  2. Eu confessei, afinal, meu pecado / e minha falta vos fiz conhecer. / Disse: “Eu irei confessar meu pecado!” / E perdoastes, Senhor, minha falta. – R.
  3. Regozijai-vos, ó justos, em Deus † e no Senhor exultai de alegria! / Corações retos, cantai jubilosos! – R.

Segunda Leitura: 1 Coríntios 10,31–11,1

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios – Irmãos, 31quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus. 32Não escandalizeis ninguém, nem judeus, nem gregos, nem a Igreja de Deus. 33Fazei como eu, que procuro agradar a todos em tudo, não buscando o que é vantajoso para mim mesmo, mas o que é vantajoso para todos, a fim de que sejam salvos. 11,1Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Marcos 1,40-45

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 40um leproso chegou perto de Jesus e, de joelhos, pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. 41Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero: fica curado!” 42No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado. 43Então Jesus o mandou logo embora, 44falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” 45Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Jesus se defronta com um leproso, símbolo máximo de exclusão religiosa e social. Diante da marginalização provocada por leis injustas, Jesus toma posição em defesa da vida, relativizando o código do puro e do impuro. O doente é corajoso e confiante, quebra as normas do isolamento e se aproxima de Jesus: “se queres, podes me curar”. Ele reconhece que Jesus tem o poder de reintegrá-lo ao convívio social. Jesus toca o doente: este fica curado. E Jesus, por sua vez, se torna “impuro”: é mais um excluído que tem que viver fora, em lugares desertos. Diante desse fato, somos convidados a olhar não tanto para o “milagre” em si, mas para o que ele aponta. Com esse gesto, Jesus quer derrubar as barreiras levantadas por preconceitos, criados por certas leis ultrapassadas ou pela intolerância que provocam exclusões e perseguições. A ação de Jesus se opõe à “política higienista”, que propõe varrer para o ostracismo cidadãos mendigos e “impuros”. Deus não marginaliza, é a sociedade que coloca barreiras e exclui os indesejáveis, os “leprosos”.

(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

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