Dicas Litúrgicas Para a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

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Maria é apresentada como a esperança divina para derrotar o dragão da maldade que ameaça a plenitude da vida humana na terra. O Filho que ela gera, Jesus Cristo, é o vencedor da morte e ela, a filha predileta de Deus, em quem o Senhor realizou maravilhas.

Evangelho: Lc 1,39-56

Sabemos que o Livro do Apocalipse foi escrito em linguagem simbólica. Uma linguagem que não representa a realidade em modo fotográfico, mas propondo uma gramática que incentiva a ir além da palavra para entender sua mensagem.

A mulher em dores de parto, por exemplo, é um símbolo arquétipo que representa a humanidade abençoada com o dom da vida, mas também marcada pela dor. O parto, por sua vez, é sinal de esperança que se torna carne e sangue na figura de uma criança recém-nascida, convite a se alegrar, apesar das dores que a gera para o mundo.

Um texto que convida igualmente a perceber as ameaças do “Dragão”, símbolo das forças do mal, do inimigo da humanidade, sempre pronto para devorar a esperança e impedir a plenitude da vida em nosso meio. É contra o Dragão, contra o mal que devora a vida humana, que Deus intervém para garantir a vida de cada ser humano. É em Maria que Deus coloca sua esperança para que o mal não vença sua luta contra a humanidade.

Ela é a mulher vitoriosa, proclamada no início da 1ª leitura: vestida de sol, a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça.

Também o texto de Paulo (2ª leitura) relata o combate entre os agressores da vida e a proposta divina, em Jesus Cristo. De um lado está Jesus Cristo, o vencedor como primeiro Ressuscitado dentre os mortos, e, do outro lado, os inimigos, com destaque especial para o inimigo “morte”. Paulo apresenta Jesus como o vencedor que reina sobre todos os inimigos, destruindo o “último inimigo” (o maior de todos), a morte.

Deste modo, destaca a situação positiva da humanidade, de cada homem e mulher, porque Jesus Cristo é o Ressuscitado, o que significa dizer, é o vencedor da morte, a grande inimiga da vida humana.

Pela sua Ressurreição, Jesus reintegra o projeto divino, que é garantir a Salvação, isto é, a vida plena para o homem e a mulher já nesta vida terrena. Em Jesus Cristo, Deus comunica que o mal e a morte só podem ser vencidos pelo amor divino, como demonstrado na Ressurreição de Jesus.

O belo hino mariano, Magnificat (Evangelho), é o hino da vitória divina contra todos os agressores da vida humana. O extraordinário poder de Deus é visto principalmente na mudança de valores e das situações através da restituição da dignidade da vida humana, especialmente entre aqueles que são agredidos pelo poder das riquezas, promotor de discriminações e corrupção contra os pobres. Deus se posiciona contra o poder das injustiças cometidas pelos ricos e políticos que roubam o povo simples e pobre.

Maria representa todos os pobres da humanidade, de ontem e de hoje, que foi reintegrada no projeto divino através da restituição da dignidade que Deus realiza em sua vida, especialmente visível na Assunção. Isabel, idosa e estéril, símbolo de uma humanidade sem poder produzir mais vida, torna-se mãe, e isso é obra do poder divino, provando que pode revitalizar a vida humana para gerar vida digna e plena, mesmo onde a vida humana envelhecera. A Assunção de Maria, portanto, não é um prêmio exclusivo da Mãe de Jesus, mas é profecia que se realiza em todo aquele que coloca sua fé e sua esperança em Deus, pois ele salva.

Algumas dicas para nossa Liturgia : Cor litúrgica: branca

  • Preparar um espaço simbólico com um painel, ícone ou imagem de Maria. Neste local também pode ser colocado vários livrinhos do encontro em preparação para romaria.
  • Neste dia se encerra a semana da família. Na procissão de entrada uma família pode conduzir a imagem de Nossa Senhora até o local devidamente preparado.
  • No momento das preces lembrar em especial das religiosas que trabalham em nossas comunidades. Pode-se concluir as preces rezando a oração vocacional.
  • Outra sugestão é que se cante a ladainha de Nossa Senhora no lugar das preces.
  • Para benção final sugerimos a própria para o dia de Nossa Senhora. Pagina 527 do missal romano.

Sugestões de cantos para a celebração:
Entrada: 637 ou 644
Ato penitencial: 95 ou 96
Glória: 124 ou 125
Salmo: Do lecionário
Aclamação: 331
Ofertas: 354
Santo: 432 ou 433
Comunhão: 554 ou 555
Envio: 643

Concedei, ó Deus ao povo cristão conhecer a fé que professa e amar a liturgia que celebra. Por Cristo nosso Senhor. Abençoe-nos o Deus todo poderoso, Pai Filho e Espírito Santo. Amém!

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