Dicas Litúrgicas para a Sexta-feira Santa: Solene Liturgia da Paixão

0

14 de Abril de 2016

Ano A

Segundo antiquíssima tradição, a Igreja, neste dia em memória da Paixão de Nosso Senhor, não celebra os sacramentos. Na celebração ritual, o clima é o de silêncio e oração. A espiritualidade a ser expressa é o luto da comunidade, junto ao calvário e a cruz; portanto, o altar esteja totalmente despojado (sem cruz, velas ou toalha), levando os fiéis à íntima contemplação ao sacrifício cruento do Cristo.

A solene ação litúrgica tem início às 15h, podendo, por motivos pastorais, ser transferida para um momento mais adequado, desde que não se suprima o rito. A cor dos paramentos litúrgicos é vermelha, ressaltando a realeza e o martírio de Jesus.

Nos Ritos Iniciais omite-se qualquer comentário ou canto. Como vestido para missa, o presidente dirige-se, acompanhado dos auxiliares, até o altar, onde lhe presta reverência e se prostra. Os auxiliares podem estar ao lado, de joelhos, ao mesmo tempo em que todos rezam em silêncio. Logo após, dirige-se à cadeira presidencial e de mãos unidas, diz uma das duas orações propostas no Missal Romano pág.256.

A Liturgia da Palavra deste dia tem seu ponto culminante na leitura da Paixão do Senhor. Se, tradicionalmente for dialogada, seja preparada com antecedência, para evitar improvisos que não contribuam para a oração. Após a leitura pode ser proferida uma breve homilia. Sendo oportuno, convidar os fiéis a um instante de silêncio profundo, para interiorização da narração bíblica. A Liturgia da Palavra é encerrada com a Oração Universal, que pode proceder da seguinte forma: junto ao ambão, um ministro propõe a intenção; todos oram em silêncio. Em seguida, o presidente reza a oração, de pé, próximo à cadeira ou ao altar. Os fiéis sejam orientados pelo presidente a permanecerem de pé ou de joelhos. A Oração Universal é o grande momento de solidariedade com todo o povo de Deus, nascido do gesto de amor de Cristo, na cruz. Como Jesus, a comunidade reza pelas grandes necessidades da Igreja e da humanidade.

A segunda parte inicia-se com a apresentação da Santa Cruz e pode ser realizada de duas formas, prescritas no Missal Romano (pág. 260). Entretanto, seja apresentada uma só cruz para ser adorada. Essa cruz, tendo em seu lenho o Cristo crucificado, seja disposta na entrada do presbitério, para acesso de toda assembleia.

A terceira parte é o Rito da Comunhão dos fiéis. Para este momento, veste-se o altar com simples toalha e o mune do corporal, onde se depositará o Pão Eucarístico. Pelo caminho mais curto, o ministro traz o Santíssimo Sacramento, acompanhado com duas velas acesas, que serão colocadas sobre o altar ou junto dele.  Convida os fiéis para a oração do Pai-Nosso, conforme orientação do Missal (pág. 267). É propício para a mística do Tríduo Pascal, que neste dia, se consuma toda a reserva eucarística, deixando vazio o tabernáculo. Prossegue-se com a Oração pós-comunhão.

Por ser parte indivisível do Tríduo Pascal, a ação litúrgica se encerra somente com a oração sobre o povo, sem a bênção final. O Presidente retira-se acompanhado dos auxiliares. O mesmo faz os demais fiéis, todos em silêncio. Deve valorizar a coleta para os Lugares Santos, em prol dos refugiados e comunidades cristãs perseguidas, principalmente na Terra Santa.

Sugestões de cantos

Entrada: em silêncio (nesse dia não fazer  ensaio antes da celebração)
Salmo:746 ou do folheto
Aclamação: 717
Adoração de Cristo na Cruz: 749 ou 750
Comunhão: 737
Final: Silêncio (sem fundo musical)

You might also like More from author

Leave A Reply

Your email address will not be published.