Dicas Litúrgicas para a Quinta-feira Santa: Missa da Ceia do Senhor

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13 de Abril de 2016

Ano A

A Liturgia da Quinta-feira Santa nos fala do amor, com a cerimônia do Lava-pés, a proclamação do Novo Mandamento, a instituição do sacerdócio ministerial e a instituição da Eucaristia, em que Jesus se faz nosso alimento, dando-nos seu Corpo e Sangue. É a manifestação profunda do seu amor por nós, amor que foi até onde podia ir: “Como Ele amasse os seus amou-os até o fim.”

A celebração deve ser o mais solene possível. Ornar o espaço celebrativo com flores, velas, toalhas, incenso, vestes, pão e vinho, uvas, trigo… Neste dia, se possível, o altar esteja ladeado por duas velas. A Ceia do Senhor é momento de festa e alegria. O tabernáculo esteja totalmente vazio. Para a comunhão nesta Missa, e na Celebração da Sexta-feira, consagra-se na própria Missa a quantidade de pão suficiente. (Missal, pág 247). Prepara-se, também, o lugar da reposição, com um tabernáculo. A cor litúrgica é o branco.

A procissão de entrada organiza-se da seguinte maneira: à frente vai o turíbulo e a naveta, a cruz ladeada de duas velas, os leitores, os ministros, os acólitos e o presidente da celebração. Chegando ao altar, o presidente faz a incensação do altar.  O Ato Penitencial deve expressar verdadeiro pedido de perdão e gesto de humildade, diante de Deus.

Após 40 dias sem entoar o Hino de louvor, nesta Missa, diz-se o “Glória”. Durante o canto, tocam-se os sinos, que permanecerão silenciosos até a Vigília Pascal.

A Liturgia da Palavra deve ser preparada com antecedência. O Evangelho seja proclamado dignamente, pelo diácono ou, na falta dele, pelo presbítero. O ambão esteja ladeado por duas velas e, após a frase: “Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo… Glória a vós, Senhor.”, seja incensado. Segue-se a Homilia e, em seguida o Lava-pés.

O Lava-pés é um rito litúrgico e repete o gesto de Jesus, que na Última Ceia, lavou os pés de seus discípulos, em sinal de serviço e de amor (realizado apenas na missa da Ceia do Senhor). Vale salientar que não é uma encenação, mas sim, um momento de fazer memória dos ensinamentos de Cristo.  Para representar os “apóstolos” pode ser pessoas ligadas ao tema da Campanha da Fraternidade. Outra sugestão é convidar agentes da Pastoral Vocacional e jovens vocacionados, lembrando que nossa Diocese vive o Ano Vocacional. As pessoas escolhidas se posicionam nos lugares, devidamente, preparados. Enquanto ocupam seus lugares, a assembleia permanece em silêncio. Para o rito, não sejam montados outros “altares” no presbitério, nem em outro lugar da igreja. O sacerdote (retira a casula, caso necessário) aproxima-se de cada um, lavando-lhe e enxugando-lhe os pés, auxiliado pelos ministros. Enquanto se realiza o rito, canta-se.

Durante a Apresentação das ofertas, fazer a procissão com os dons, pão e vinho para a Eucaristia, levar outros dons como trigo e uvas. Lembrar a equipe de cantores, que o canto prossegue até terminar a incensação do altar, do presidente da celebração e do povo, se houver.

O prefácio é o da Santíssima Eucaristia, (pág. 439 do Missal) e recomenda-se a Oração Eucarística I (Canon Romano), sendo assim, o infra actionem, é o próprio do dia (pág. 250 do Missal), até a expressão: “Tomai todos e comei” e depois, segue-se a Oração Eucarística I normal (pág. 473 do Missal). Para solenizar o rito, pode cantar as respostas da Oração Eucarística.

A última parte da Missa é a Transladação do Santíssimo Sacramento. Não há bênção final para esta celebração, muito menos bênção do Santíssimo. NÃO SE USA OSTENSÓRIO para fazer a transladação, mas sim, a âmbula (ou cibório), coberta por um véu. Não há procissão solene com o Santíssimo.

Terminada a oração, o sacerdote, de pé, ante o altar, impõe o incenso no turíbulo e, ajoelhando-se, incensa três vezes o Santíssimo Sacramento. Recebendo o véu umeral, toma o cibório e o recobre com o véu. Forma-se a procissão, precedida pela cruz, para conduzir o Santíssimo Sacramento, com velas e incenso, pela igreja, até o lugar da reposição (capela devidamente ornada, com um tabernáculo). Durante a procissão, canta-se:

  1. Vamos todos louvar juntos o Mistério do amor, pois o preço deste mundo foi o Sangue Redentor, recebido de Maria que nos deu o Salvador.
  2. Veio ao mundo por Maria, foi por nós que Ele nasceu. Ensinou sua doutrina, com os homens conviveu. No final de sua vida um presente Ele nos deu.

 Quando a procissão chegar ao local da reposição, o sacerdote deposita o cibório no tabernáculo. Colocando incenso no turíbulo, ajoelha-se e incensa o Santíssimo Sacramento, enquanto se canta:

. Tão sublime Sacramento, adoremos neste altar. Pois o Antigo Testamento deu ao novo seu lugar. Venha a fé por suplemento os sentidos completar.

. Ao Eterno Pai cantemos e a Jesus, o Salvador. Ao Espírito exaltemos na Trindade, eterno amor, ao Deus Uno e Trino demos a alegria do louvor. Amém!

Após alguns momentos de oração silenciosa, o sacerdote e os ministros fazem genuflexão e voltam à sacristia. Retiram-se as toalhas do altar e, se possível, as cruzes da igreja. Convém velar as que não puderem ser retiradas.

Os fiéis sejam exortados a fazerem a vigília de adoração ao Santíssimo, proposta pela Diocese, conforme o costume. Contudo, após a meia-noite, esta adoração seja sem nenhuma solenidade (pág.252 do Missal).

 Sugestões de canto:

Entrada: 726
Ato Penitencial: 100
Glória: 123
Salmo: 728
Aclamação: 729
Lava-pés: 732 ou 733
Preparação das oferendas: 735
Santo: 437
Comunhão: 739 (obs.: Tomai, comei…)
Transladação do Santíssimo: 740

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