Dicas Litúrgicas para o Sábado Santo: Vigília Pascal

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No Sábado Santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua Paixão e Morte, e abstendo-se (desnudado o altar) do sacrifício da Missa, até que, após a solene Vigília, em que se espera a Ressurreição e as alegrias da Páscoa, durante cinquenta dias. (Missal Romano pág. 269).

A partir da véspera do Sábado Santo é celebrada a Liturgia do Domingo da Páscoa da Ressureição do Senhor. Os paramentos são brancos, cor festiva. As imagens que uma vez veladas durante o período quaresmal, sejam descobertas antes da celebração.

Em lugar conveniente, fora da igreja, prepara-se a fogueira e ali, acontece a Bênção do fogo e preparação do Círio Páscal. Seja organizado, também, com antecedência, velas para toda a assembleia, bem como incenso, flores, pia batismal, pão e vinho para a Eucaristia e óleo para o Batismo (onde houver).

O presidente inicia exortando os fiéis e dirigindo-lhes palavras de instrução sobre o que se vai celebrar. Depois, próximo ao fogo, faz-se a bênção. Portando o Círio, procede como na orientação do Missal (pág.272). Para a procissão, segue-se como de costume, cantando: “Eis a Luz de Cristo”, e o povo responde: “Demos graças a Deus”. A primeira vez é após o acendimento; a segunda, à porta da igreja, convidando os fiéis a acenderem suas velas na chama Pascal; a terceira e última, à entrada do presbitério, voltado para o povo. Em seguida, as luzes da igreja podem ser acesas. Dispondo o Círio ao lado da Mesa da Palavra, é realizada a proclamação da Páscoa, podendo utilizar o texto mais breve. Ao término do Exultet, as velas da comunidade podem ser apagadas.

A segunda parte da Vigília é a Liturgia da Palavra. Como de costume, pelo bem pastoral em vista da participação, não precisam ser feitas todas as leituras. Aconselha-se que leia o Poema da Criação, a leitura do Êxodo, e Isaías ou Ezequiel; e do Novo Testamento, a Leitura da carta de São Paulo aos Romanos e o Evangelho. Tudo deve ser bem preparado. Ao final de cada leitura, seja cantado o Salmo correspondente ao ambão da Palavra, e em seguida, a oração correspondente. Após a última leitura do Antigo Testamento entoa-se o Glória, e nesse momento, acendem-se as velas do altar. Veste-o com toalha digna, orna-se seus arredores com flores – de preferência girassóis, símbolo da Páscoa. Tocam os sinos e tudo deve caracterizar festa. Ao Evangelho não se levam velas, mas só incenso, quando se usar. Após o Evangelho, faz-se a homilia.

Procede-se a Liturgia Batismal. Havendo ou não batismo, segue-se como no Missal Romano (pág. 283), com a Ladainha dos Santos e a Bênção da Água. Logo após, com as velas acesas, os fiéis renovam as promessas do batismo. Em seguida, são aspergidos com água benta, enquanto cantam.

A quarta parte da vigília é a Liturgia Eucarística, orientado conforme Missal (pág. 290), lembrando o prefácio primeiro da Páscoa, bem como a Oração Eucarística I, propícia para o momento.

Dentro da festa da Páscoa, a participação dos fiéis leigos e leigas é imprescindível. Podem ser convidados para participar do momento do Glória, auxiliar na ornamentação do altar, na procissão das ofertas, entre outros. Conforme orientações e com as devidas adaptações, os leigos e leigas, ministros da Palavra, podem celebrar o Tríduo Pascal nas suas comunidades, com a aprovação do Administrador Paroquial.

Seja lida em momento oportuno, a mensagem do Bispo Diocesano por ocasião da Páscoa do Senhor. Na página 522 do Missal Romano, dispõe a Bênção Solene para a Vigília. Evidentemente, a expressão deste dia é o “Aleluia”, que deve estar presente em todo o Tempo Pascal. A saudação final seja dirigida aos fiéis com essa mesma expressão, seguida de um gesto da comunidade, ao desejar Feliz Páscoa a todos.

Convém, portanto, que no Domingo de Páscoa seja celebrada, nas igrejas paroquiais, pelo menos, uma Missa com a Liturgia do Domingo.

Sugestões de cantos

Ao redor da fogueira: Cantos de luz, refrões de cantos conhecidos, etc. 782
Proclamação da Páscoa: 760 ou 761
Salmos: De acordo com as leituras escolhidas (762, 764, 768)
Glória: 131 (ou outro bem festivo)
Aclamação: 769 ou 772
Ladainha: (Se não houver batismo nem bênção da água pode ser omitida) 773 ou 774 (atenção aos versos específicos para o batismo)
Aspersão da água: 776
Preparação das oferendas: 360
Santo: 440 (ou outro festivo)
Comunhão: 511, 780 ou 781
Final: 783

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1 Comment

  1. cosme filho says

    muito bom. Obrigado

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