Dicas Litúrgicas Para O 6º Domingo da Páscoa

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21 de Maio de 2017
Ano A

Jesus promete à sua Igreja o Paráclito para acompanhar e fortalecer a missão evangelizadora da Igreja. O mesmo Espírito Paráclito que acompanhou Filipe na evangelização da Samaria e que fortaleceu a fé dos cristãos para dar motivos da própria esperança.

Evangelho de São João, Jo 14,15-21

A promessa do Espírito Santo, o Consolador, aquele que sustenta a comunidade cristã, tem uma finalidade bem precisa para a Igreja e no seio da Igreja: a evangelização. Para que o Evangelho seja semeado em toda a terra é necessário contar com a ação divina, e esta acontece pelo Espírito Santo.

A 1ª leitura situa-se num contexto de perseguição dos cristãos, e entre seus principais perseguidores encontrava-se Paulo de Tarso. Uma perseguição que, como acontece atualmente com os cristãos do Oriente, produziu uma diáspora, uma dispersão da comunidade cristã para outras terras, entre elas a Samaria, território considerado indigno de ouvir a Palavra de Deus, segundo os judeus.

Perseguição que, do ponto de vista humano, é indicativo de falência, mas que serviu ao Espírito Santo para difundir e semear o Evangelho em outras terras. Graças a perseguição, os evangelizadores deixaram suas terras de origem, se estabeleceram em outras cidades e chegaram até Roma, o coração do império político e social de então.

É a lógica divina que se serve de “pedras descartadas pelos construtores” (Sl 118,22) para criar uma nova sociedade, dando razão da esperança cristã, e não evangelizando na base da força, mas pela bondade para conduzir todos a Deus (2ª leitura).

Mas, os perseguidos não são os únicos agentes da Evangelização. O personagem mais importante é o Espírito Santo (1ª leitura e Evangelho). O texto de Lucas (1ª leitura) anuncia a realização de profecias que proclamavam a vinda do Espírito Santo sobre todo o povo.

Ora, este tempo chegou com Jesus. A ida de Pedro e João a Samaria relata a solenidade deste momento: por meio deles o Espírito Santo encontra morada em homens e mulheres que acolhem o Evangelho e faz novos discípulos e discípulas de Jesus. Motivo suficiente para convidar a terra inteira a aclamar o Senhor Deus (salmo responsorial), para dar graças a Deus, reconhecendo que a evangelização não acontece sem a ação do Espírito Santo.

Para este empenho evangelizador, Jesus garante que não nos deixará órfãos, mas enviará o Paráclito (Evangelho). Dizem os estudiosos da Bíblia, que a palavra Paráclito indica a função de quem vive junto de alguém, de quem está perto de alguém; é como um “cuidador”. Mas, por que precisamos de um “cuidador”?

Depois da morte de Jesus começou a aparecer, no meio da comunidade, o sentimento de orfandade, uma espécie de síndrome do abandonado, um sentimento de ser descuidado de tudo e de todos. Eis o motivo pelo qual Jesus garante que não nos deixará órfãos (Evangelho). Esta presença protetora e “cuidadora” do Paráclito fundamentam-se numa condição básica: o amor.

Quando alguém parte de nossa convivência, com o passar do tempo, corre-se o risco do esquecimento e os projetos em comum podem ser abandonados. Ora, isso não acontece se existe amor, porque o amor é a fonte e a garantia da fidelidade. “Se me amais guardareis os meus mandamentos” (Evangelho), diz Jesus. A fidelidade do discípulo e discípula ao projeto evangelizador garante-se pela prática aos mandamentos de Jesus, presentes no Evangelho. Para isso acontecer, Jesus garante o Espírito da Verdade no coração de quem se faz seu discípulo e discípula. É neste contexto que o Paráclito exerce função essencial na vida cristã.

A nós, homens e mulheres, incapazes de permanecer na fidelidade do amor, somos sustentados, no passar do tempo, pela presença do Paráclito em nossas vidas, garantindo assim nosso testemunho evangelizador.

Algumas dicas para nossa liturgia. A cor litúrgica é o branco.

O Espaço simbólico seja um espaço para simbolizar o amor e anunciar a beleza do amor. O amor divino poderá ser simbolizado por flores amarelas, destacando o círio pascal.

Na procissão de entrada, como de costume, vai a cruz, duas velas, leitores, acólitos e presidente da celebração.

O momento da liturgia da Palavra seja bem preparado, com as leituras e as preces divididas com antecedência para que se tenha tempo de ler e refletir as leituras que serão proclamadas.

No momento das ofertas para trazer os dons seria bom convidar uma família.

Valorizar a oração eucarística. De preferência que as equipes de cantos entoem as intervenções ajudando a assembleia para que não fiquem presos ao livro, mas voltem a atenção ao mistério celebrado.

Sugestões de cantos para esta missa:
Entrada: 35 ou 38
Ato penitencial: 99 ou 106
Glória: 123 ou 133
Salmo: Do lecionário
Aclamação: 300 ou 771
Ofertas: 360, 362 ou 364
Santo: 441 ou  442
Comunhão: 509 ,510, 512,511
Envio: 591 ou 604 pode ser um canto de Maria

Oremos: Concedei, ó Deus ao povo cristão conhecer a fé que professa e amar a liturgia que celebra. Por Cristo nosso Senhor. Abençoe-nos o Deus todo poderoso, Pai Filho e Espírito Santo. Amém!

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