Dicas litúrgicas para o 4º Domingo do Advento

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Dia 18/12/2016 – Ano A

 

A confiança na promessa divina e na vida nascitura de um Menino que vem de Deus, garante o profeta Isaias, salvará o povo e trará a paz aos corações. É com a confiança da fé e da esperança de José e Maria que caminhamos ao encontro do Senhor que nascerá no Natal.

Evangelho: Mateus 11, 2-11

O encontro entre o rei Acaz e o profeta Isaias não se descreve apenas como encontro de duas pessoas, mas como dois personagens representantes de duas atitudes diferentes diante da mesma história (1ª leitura). Israel vivia um momento crítico de sua história, com ameaças de ser atacado pelo rei da Síria e pelo Reino do Norte.

O rei fundamenta sua confiança no poder e procura aliados para defender-se, na guerra. O profeta busca na Palavra de Deus um sinal capaz de revitalizar a vida do povo e trazer-lhe a paz. O sinal oferecido pelo profeta ao rei e ao povo tem características místicas e descarta a confiança colocada na força dos poderosos aliados com seus cavalos e seus guerreiros.

O profeta não aceita esta segurança, por isso propõe uma segurança mais segura, mais estável e mais firme: a fé confiante. A segurança não está no homem, mesmo se armado com armas potentes, mas na fé confiante, única força capaz de enfrentar o medo até mesmo de quem se apresenta armado para destruir a vida.

É neste contexto de insegurança social que Isaías oferece um sinal: “a Virgem conceberá e dará à luz um filho” (1ª leitura). Uma profecia que coloca a força da segurança da vida na própria potência da vida nova que nascerá trazendo uma nova esperança e um novo horizonte para o povo.

A defesa do povo não está na violência da guerra, que sempre mata, mas na esperança e na fé de uma vida nova que nasce de uma Virgem. É para acolher esta vida nova que nasce entre nós, oferecida pelo Senhor onipotente, que a Liturgia pede que sejam abertas as portas para que ele, o Senhor da glória, possa entrar (salmo responsorial).

Este “Rei da glória” que pede para ser acolhido entre nós (salmo responsorial) foi concebido pela Virgem Maria, não por obra humana, mas por obra divina (Evangelho). O primeiro contato com a concepção da Virgem é dedicado ao nome a ser dado ao Menino; identifica assim quem é o Menino que está para nascer. “Tu lhe darás o nome de Jesus”, foi a orientação do anjo. “Yeshua”, em hebraico, significa “Deus salva”, ou então, “Deus traz a Salvação”, e uma terceira versão “Deus é a Salvação”.

Jesus era um nome comum naquele tempo, que revelava uma súplica e o desejo de todo o povo: ser merecedor da Salvação divina. Jesus, a criança que nasceria da Virgem, é a Salvação de Deus em favor do povo. Não a salvação trazida com o poder de armas ou com estratégias de poderosos, mas a Salvação divina que é plantada no meio do povo, de onde ele ser chamado de Emanuel, o Deus conosco.

A Salvação divina acontece não com leis e acordos políticos, como queria Acaz (1ª leitura), mas cultivando a presença de Deus no meio do povo para que o povo volte para Deus. Acolher este Menino no Natal é acolher o “Yeshua”, a presença do Deus que salva no meio de nós. Acolher como Emanuel, como presença e proximidade de Deus entre nós. Isto tem a ver também com uma chamada de atenção a todos os cristãos distraídos que já não prestam mais atenção aos sinais da presença divina, na História.

Mesmo quando os sinais são dúbios, como acontecia a José e Maria, não se pode perder a fé e a esperança. Eis a mensagem da vida de José e Maria nesta preparação tão próxima do Natal.

Cor: roxo

Neste domingo pode-se valorizar a participação das mães gestantes, inclusive uma delas pode acender a última  vela da coroa do advento.

A resposta das preces pode ser cantada, também as respostas da oração eucarística, o santo e o cordeiro.

No final da celebração dar uma benção especial para as mães gestantes, convidando-as a irem até o presbitério.

Avisar os horários de encerramento da novena de natal, e os horários das missas de natal.

Sugestões de cantos para esta missa:

Entrada: 1,4 ,5, 6, 7,10

Ato penitencial: 95 ou 96

Salmo: o mesmo do lecionário

Aclamação: 277, 278

Ofertas: 342 , 343 344, 345, 346

Santo: 436 441

Comunhão: 481, 482

Envio: 574, 575,576, 577,578

Concedei, ó Deus ao povo cristão conhecer a fé que professa e amar a liturgia que celebra. Por Cristo nosso Senhor. Abençoe-nos o Deus todo poderoso, Pai Filho e Espírito Santo. Amém!

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