Dicas litúrgicas para o 2º Domingo do Advento

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Dia 04/12/2016 – Ano A

O 2º Domingo do Advento incentiva o crescimento e o cultivo da esperança em nossos corações. Quem não cultiva a esperança é semelhante a uma raiz seca, incapaz de produzir frutos de conversão, que é obra realizada na vida pessoal pelo Espírito Santo de Deus.

Evangelho: Mt 3,1-12

O 2º Domingo do Advento mantém a característica do anúncio escatológico, não com as tintas catastróficas da destruição, mas com a força da esperança. Sai a ameaça e entra a esperança. A esperança e o cultivo da esperança fazem parte da Teologia Escatológica.

É a virtude que consola e fortalece o coração e os pensamentos diante da finitude de todas as coisas. Escatologia não rima com destruição, mas com a proposta de um tempo novo, de novos frutos para a humanidade cuja raiz é a esperança.

Como dito na reflexão do 1º Domingo do Advento – A, os sinais dos tempos não são esperados para um futuro distante; eles já acontecem e se realizam no nosso hoje. É assim que consideramos a metáfora de Isaias sobre o tronco seco: símbolo da esterilidade da vida, da falência de um estilo de vida que nada produz e, pior, que deteriora a vida por impedir que a bênção divina chegue até a terra.

O tronco seco simboliza homens, mulheres e instituições que faliram propondo um estilo de vida com ameaças de morte (1ª leitura). É para tais casos que João Batista coloca o machado na raiz das árvores para arrancar a esterilidade da vida entre nós (Evangelho).

Mas, eis o prodígio divino: naquele tronco seco começará a brotar uma flor. Não uma flor que vem do acaso, mas como obra do Espírito do Senhor, repousando sobre um novo Rei, que proporá ao mundo e à humanidade o projeto divino com sabedoria e com discernimento (1ª leitura).

Os frutos são propostos na convivência pacífica entre inimigos naturais (lobo e cordeiro), no florescimento da justiça, no tempo da grande paz, da libertação salvadora, da bênção derramada sobre todos os povos (salmo responsorial).

Este é o grande projeto e a grande esperança de Deus. Este Rei é Jesus Cristo, que vem para estabelecer a paz e a harmonia em toda a humanidade, derramando sua bênção até mesmo entre os pagãos (2ª leitura). Esta esperança divina não pode ser matada e não pode ser compreendida como anestésica.

A mensagem de João Batista ajuda-nos a não entender a esperança como uma cantiga de ninar, que tranquiliza nossos corações em vista de um tempo novo, que será obra divina, realizada por aquele, do qual que não sente digno de tirar-lhe as sandálias (Evangelho).

A esperança não cai do céu, mas se cultiva no coração através do empenho e da responsabilidade. João Batista, de acordo com a linha profética, apresenta a ação do Espírito do Senhor como uma intervenção que atinge fortemente o interior da história e o interior de cada homem e mulher. É uma palavra provocadora diante das hipocrisias históricas e religiosas.

Na pregação de João Batista, a fé não é um espiritualismo consolador de autoajuda, mas é empenho responsável que favorece a conversão através de uma mudança radical no estilo de vida e a partir de um pensar diferente.

Quando João diz que “ele batizará no Espírito Santo e com fogo” (Evangelho) está propondo que o projeto divino só poderá acontecer pelo acolhimento de Jesus Cristo e do seu Evangelho. É nele que está a esperança divina de um mundo novo, marcado pela paz messiânica, profetizada por Isaias (1ª leitura).

Sem a conversão para o projeto divino, presente no Evangelho, que arranca pela raiz a árvore que não produz fruto, o mundo não será o paraíso que Deus sonhou para a terra. Um mundo que ele não quer construir sozinho, mas com a ajuda de nosso empenho. 

Algumas dicas para nossa liturgia

Cor: violáceo ou Roxo

Neste domingo, acender a segunda vela da coroa do advento, após a saudação inicial. Esse gesto pode ser acompanhado de uns dos cantos 11 e 12 ou de uma pequena oração.

As equipes de cantos se preocupem em dar o verdadeiro sentido no repertorio litúrgico do advento, utilizando cantos correspondente ao tempo.

Motivar para campanha da Evangelização

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