Dicas Liturgicas Para O 28º Domingo Do Tempo Comum

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15 de outubro de 2017
Ano A

A Palavra deste Domingo convida-nos a ultrapassar os horizontes limitados por conceitos e preconceitos. Deus não é Senhor de um único povo ou de uma única religião, mas é Deus de todos os povos e convida todos os povos a participar do grande banquete da vida.

Evangelho Mt 22,1-14

A Palavra deste Domingo abre horizontes e ajuda-nos a compreender a universalidade da Salvação. Uma Palavra que proclama a soberania divina dizendo que Deus é Deus de todos os povos e jamais foi Deus de um único povo ou, até mesmo, que tenha se relacionado com uma única cultura. Em tal contexto, o Evangelho coloca o Reino de Deus no centro de tudo que é humano para abrir os horizontes da humanidade, cultivando valores que promovem vida e relacionamentos fraternos.

Não deixa de ser singular e importante que no Antigo Testamento exista uma profecia convidando todos os povos a participar do banquete da vida, oferecido por Deus (1L). Uma profecia que derruba fechamentos ideológicos, raciais, culturais e religiosos.

Para bem compreender a dimensão da profecia de Isaias, basta lembrar o significado antropológico do banquete: convivência humana ao redor de uma mesa motivada por relações de amizades, de alegria e de festa. Em tal contexto, a vida suspende a batalha diária pela sobrevivência e passa a ser partilhada como festa na dimensão espiritual e  corporal, enquanto presença e necessidade da partilha do alimento e da bebida.

Dizem os exegetas que o texto da 1ª leitura faz referência a Ex 24, que descreve o banquete da Aliança entre Deus e o seu povo. Mas, eis a novidade da profecia de Isaias (1L): não somente um banquete preparado e servido para um único povo, aquele de Israel, mas para todos os povos da terra, no qual Deus “eliminará para sempre a morte e enxugará as lágrimas de todas as faces” (1L).

Uma promessa de encontro com o Deus da vida e, mais que isso, com o Deus da alegria, da festa; o Deus que gosta de fazer banquete. O Deus que convida a sentar à mesa do banquete preparado por ele, onde o choro não existe e onde a vida é plena, porque a morte foi derrotada.

A parábola de Jesus (E) segue a mesma compreensão, mas com dois pontos de vistas diferentes: no primeiro, considera a realização da profecia de Isaias (1L) e, no segundo, o dom divino do Reino de Deus.

No primeiro olhar, a parábola define que os convidados para participar do Banquete do Reino é o Povo escolhido, Israel. A parábola caracteriza o banquete como uma festa nupcial, festa de casamento entre Deus e seu povo. Celebração de aliança entre Deus e o povo.

Banquete preparado, mas convite recusado pelo Povo escolhido,  povo convidado, de onde o abrir das portas para que todos os povos da terra participem do casamento, de uma nova Aliança com Deus. Esta Aliança é selada entre Deus e povos que vivem nas periferias do mundo e nas periferias existenciais. Estes se tornam dignos de sentar-se à mesa do Reino para participar da vida divina.

No segundo ponto de vista, considera-se o banquete como um evento oferecido, quer dizer, o Reino entra na dimensão de dom, de oferta gratuita, que pode ser aceita ou recusada. Neste ponto, entende-se que cada qual é responsável pelas suas escolhas. A recusa do convite significa o ingresso no caminho que conduz à morte. É o caminho da indiferença, o caminho do egoísmo, o caminho de colocar os próprios interesses acima da proposta divina.

A conclusão da parábola, envolvendo um convidado sem as vestes nupciais, indica a necessidade de acolher o convite comungando completamente o projeto do Reino; é a necessidade de “vestir a camisa”, como se diz hoje, do projeto divino. Não é possível fazer-se comensal do Reino com outros interesses; estar ali com uma roupagem diferente. Quem se senta à mesa do Banquete do Reino assume compromisso de Aliança com o projeto de Deus.

A aceitação do convite, por fim, não tem caráter impositivo porque é o próprio Deus, qual Bom Pastor, que conduz quem participa, quem se torna parceiro de Aliança do seu projeto de vida (SR). Não há motivo para o medo porque, como diz o salmista, é o Senhor que prepara a mesa — faz um banquete — bem à frente do inimigo. Isto é motivo de felicidade e de proteção divina (SR).

É motivo de liberdade diante de qualquer situação da vida, no muito ou no pouco para viver. Ou seja, ao se assumir o projeto divino, a vida ganha vigor porque “tudo posso naquele que me dá força” (2L).

Algumas dicas Para Nossa Liturgia; COR VERDE

  • Fazer uma a acolhida afetuosa das  pessoas que vem chegando para celebração.
  • Na procissão de entrada entrar com a imagem de Nossa Senhora, com as cinco cores do continente, lembrando que Maria foi a primeira missionária do Pai.
  • A liturgia da palavra deve ser bem preparada dando a devida dignidade no momento da proclamação. Pode-se substituir o comentário por um refrão.
  • Nas preces lembrar-se de rezar pela missão da igreja e por todos os missionários. Pode ser substituída pela oração que está no panfleto missionário.
  • Os cantos para celebração tenham um caráter missionário, vamos sugerir alguns.

Sugestões de cantos:
Entrada: 87 ou 88
Ato penitencial:  96
Gloria:126 ou 128
Salmo: é o mesmo do lecionário
Aclamação: 334,335
Ofertas: 421,422
Santo: 440
Comunhão: 563 ,565
Envio: 606

Concedei, ó Deus, ao povo cristão conhecer a fé que professa e amar a liturgia que celebra. Por Cristo nosso Senhor. Abençoe-nos o Deus todo poderoso, Pai Filho e Espírito Santo. Amém!

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