Dicas Liturgicas Para O 25º Domingo Do Tempo Comum

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24 de setembro de 2017
Ano A

Deus age em total liberdade, em confronto com nosso modo de pensar e de agir, porque seus pensamentos são diferentes dos nossos pensamentos. Seu critério de retribuição não se pauta na contagem do nosso tempo humano, mas na sua bondade e na sua liberdade divinas.

Evangelho: Mt 20,1-16a

A bela profecia de Isaias (1L) apela para uma necessidade de nossas vidas: “buscai o Senhor, enquanto pode ser achado”. É um apelo que abre uma janela para percebermos o estado psicológico do povo exilado, no momento histórico da profecia de Isaias. Sim, havia uma promessa de libertação, que era conhecida pelo povo, mas a desconfiança começa a superar a esperança, fazendo com que muitos membros do povo entrassem no caminho da iniquidade; no caminho do pecado.

A desconfiança do povo — que neste caso tem mais força e mais poder que a palavra do profeta — fazia surgir um novo modo de pensar, diferente do pensamento divino. À medida que o povo perde a esperança passa a descrever uma nova figura de Deus: aquele que promete, mas não realiza a promessa. E isso não é nada bom.

É contra este pensamento e mentalidade de um Deus desinteressado pelo seu povo, que Isaias lança um apelo diferente, ajudando o povo a perceber que a verdade de Deus não se encontra no passado, mas no futuro, na libertação do povo. Um apelo profético para ressaltar a necessidade do povo pensar e a criar uma mentalidade diferente, a abrir-se a uma outra lógica, pois os pensamentos divinos são diferentes dos nossos pensamentos (1L). Este é o motivo pelo qual o povo não pode ceder à desconfiança, mas precisa alimentar a esperança, buscando o Senhor e invocando-o neste tempo que ele se faz mais próximo de nós.

A questão da liberdade divina se apresenta de modo ainda mais vivo e pertinente na parábola de Jesus (E). Dizem os estudiosos do Evangelho de Mateus que o texto apresenta a fotografia de uma comunidade cristã dividida em dois grupos. O grupo daqueles que vieram do judaísmo e se converteram ao Evangelho e, o grupo dos publicanos e dos pagãos, que não pertenciam ao povo eleito.

O primeiro grupo considerava-se trabalhadores da primeira hora, aqueles que suportaram o peso do calor de um dia de trabalho, o peso do início da Igreja. O segundo grupo, era considerado aqueles que vieram depois e já encontraram a comunidade “pronta”. Diante disso, o choque da parábola é destacar que a lógica divina é diferente da nossa lógica humana.

Deus não se prende ao critério da lógica retributiva, mas se mostra livre para fazer da riqueza da sua graça o que deseja — e aqui está um dado importante — para o bem da vida humana. Ou seja, a meritocracia não pertence à linguagem do amor, porque é própria de quem trabalha por salário.

Diante de Deus, que convida por pura gratuidade, não existe primeiros e últimos, grandes e pequenos, merecedores ou indignos, mas existe aquilo que é tipicamente divino: fazer o bem, como canta o salmista: “misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura” (SR).

Paulo é exemplo de quem se dedicou desde a primeira hora ao duro trabalho na messe do Senhor, mas não se queixa diante do bem que o Evangelho promove aos da última hora (2L). Sua recompensa consiste em confirmar que ele deixou de ser ele mesmo, pois é Jesus que vive nele. No contexto de nossa reflexão, a frase de Paulo — “se o viver na carne significa que meu trabalho será frutuoso” — demonstra que não existe lugar para a inveja na vida de quem se dedica por mais tempo no trabalho evangelizador e na construção de comunidades.

O importante, percebe-se isso facilmente no pensamento de Paulo, não consiste em suportar o trabalho de todo o peso do dia ou somente algumas horas do mesmo dia, mas em ter alguém que possa colher os frutos da evangelização.

Algumas dicas para nossa liturgia.  A Cor litúrgica é verde

  • Nos ritos iniciais, o animador faz uma monição introduzindo a assembleia no mistério que será celebrado. Evite-se comentários logos e discursivos no início da celebração.
  • Na liturgia da Palavra, cuidar que as leituras sejam bem preparadas  para que sejam proclamadas como Palavra de Deus. Evite-se “pastoral do laço”, ou seja, pegar os leitores na hora da celebração.
  • Valorizar a liturgia Eucarística. Cantar as respostas, o amém da doxologia e o Cordeiro.
  • Após a Comunhão, que haja de fato alguns instantes de silêncio.

Sugestões de cantos:
Entrada: 86;
Ato penitencial: 100 ou 106;
Gloria:133 ou 134;
Salmo: é o mesmo do lecionário;
Aclamação: 325 ou 321;
Ofertas: 391 ou 395;
Comunhão: 544, ou 532;
Envio: 621.

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