Dicas Liturgicas para o 21º Domingo do tempo comum

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Deus é o principal apoio na vida de um povo, diz a profecia de Isaias. É nele que se encontra a sabedoria da vida, misteriosa e impenetrável. É Deus, em Jesus Cristo, que conduz a Igreja e coloca-a em mãos humanas, no seu caminhar terreno.

Evangelho: Mt 16,13-20

A troca de um ministro por outro, comentada por Isaías (1ª leitura) não é o fato mais importante da profecia. Um dos ministros caiu em desgraça diante do rei, foi destituído, para que outro fosse nomeado em seu lugar (comum, aqui no Brasil).

Para Isaias, aquele fato é um sinal profético que convida a refletir sobre a segurança do povo. Esta não se encontra na troca de ministros ou de líderes políticos, mas na presença divina convivendo com o povo. O símbolo usado por Isaias, sobre a segurança do povo, é a “estaca”: “hei de fixá-lo como estaca em lugar seguro” (1ª leitura).
Para o povo nômade, como era o caso de Israel, a estaca é o principal apoio sobre o qual se arma a tenda. Deveria ser uma estaca forte o suficiente para enfrentar as tempestades do deserto com seus ventos furiosos.
Esta estaca, do ponto de vista simbólico, é o próprio Deus, o único que conhece os mistérios da criação com juízos inescrutáveis e impenetráveis (2ª leitura). Por isso, de nada adiante trocar de ministro ou trocar as lideranças políticas se Deus não for o principal apoio, a estaca principal da tenda (vida) do povo.
Esta estaca que sustenta a vida do povo faz parte dos misteriosos caminhos de Deus. Misteriosos no sentido de desconhecido, com dificuldade de, humanamente, entender algumas decisões divinas. Paulo, em seu breve hino de louvor, que a Liturgia lê na 2ª leitura desta celebração, define este tema como “caminhos impenetráveis” (2ª leitura).
Depois, interrogando-se sobre os pensamentos divinos, questiona se necessitavam de algum conselheiro. O que é importante reter para a reflexão deste Domingo é a consideração de se tratar de um hino que celebra o mistério da sabedoria divina.
Em tal confronto, a sabedoria humana é sempre limitada porque se estabelece nos limites das possibilidades; uma sabedoria própria de quem é criatura e, assim sendo, é incapaz de penetrar em profundidade no conhecimento divino. Deus é aquele que conduz a vida, o fundamento da vida e, por isso, a segurança da vida está em suas mãos.
É Deus, em Jesus Cristo, que conduz a Igreja. Na linguagem Bíblica, “sangue e carne” (Evangelho) definem o homem e a mulher em sua fragilidade natural.

Em tal contexto, o reconhecimento, da parte de Pedro, de Jesus como Messias, não vem do “sangue e da carne”, mas de uma revelação do Pai (Evangelho). De outro lado, em contrapartida, é sobre o “sangue e a carne” — sobre a fragilidade humana — que Jesus constrói a sua Igreja. É preciso compreender o sentido profundo que é Jesus Cristo que constrói a sua Igreja e, por isso, a Igreja continua sendo e sempre é e será de Jesus Cristo: “construirei a minha Igreja” (Evangelho) porque ele é a verdadeira rocha sobre a qual a Igreja se mantém firme e bem estruturada.
Assim como na 1ª leitura, Deus é a “estaca” do seu povo, assim Jesus é a rocha, o fundamento da sua Igreja. A Igreja não subsiste pelos méritos de seus membros, mas pela sabedoria e fidelidade de Deus (2ª leitura) em sustentá-la nos momentos desafiadores.
Cimentada na rocha, que é o Senhor ressuscitado, vive da graça e do Mistério do Senhor. Uma Igreja que, como povo, recebemos de Deus para ser sempre construída, fazendo com que intercedamos constantemente diante de Deus: “eu vos peço: não deixeis inacabada esta obra que fizeram vossas mãos” (salmo responsorial).

Algumas dicas para nossa liturgia – A cor litúrgica é verde
Neste dia celebramos o dia do Catequista. É oportuno valorizá-los nesta celebração.

  • Hoje vamos retomar algumas orientações sobre a Liturgia da Santa Missa.  Começaremos falando sobre o rito inicial. Queremos ajuda-los a realizar bem esta primeira parta da celebração. Continuando vamos falar da saudação inicial, ato penitencial, gloria, e oração da coleta ou oração do dia.
  • Saudação inicial: Precedida pela procissão de entrada, acompanhada do canto de abertura, a saudação inicial ressalta que é Deus que nos convoca. O presidente da celebração saúda a assembleia. Vamos dar um exemplo: A graça e paz de Deus nosso Pai, o amor de Cristo e a comunhão do Espírito Santo, estejam convosco… e a assembleia responde com toda alegria. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
  • É o começo de um longo diálogo que percorre toda celebração. É normalmente tirada das cartas do novo testamento. A  assembleia louva a Deus por tê-la reunido no amor de Cristo.
  • Ato penitencial: É um apresentar-se diante de Deus, reconhecendo sua misericórdia e nossa indignidade. Não se deve ser confundido com Sacramento da Penitencia. Refere-se  toda assembleia por isso o presidente também se inclui dizendo— (Deus todo-poderoso, tenha compaixão de NÓS) Dirige-se a Deus e aos irmãos (Confesso a Deus… e a vós irmãos e …). é momento de nos reconhecermos necessitados da misericórdia de Deus.
  • Finalidade: Preparação para entrar no Mistério (purificação). Prepara para encontro com Deus na Palavra e no Sacramento. Criar um clima de silêncio interior.
  • Hino de louvor  (Omite-se na Quaresma, Advento e nas missas semanais) IGMR 53 – O Glória, é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro. O texto deste hino não pode ser substituído por outro. É cantado por toda a assembleia, ou pelo povo que o alterna com o grupo de cantores ou pelo próprio grupo de cantores. Se não for cantado, deve ser recita do por todos juntos ou por dois coros dialogando entre si.
  • É cantado ou recitado aos domingos, exceto no tempo do Advento e da Quaresma, nas solenidades e festas e ainda em celebrações especiais mais solenes.
  • Oração “coleta”  ou oração do dia: O sacerdote convida o povo a rezar; OREMOS…. todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se chama “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai por Cristo, no Espírito Santo. IGMR 54

Vamos disponibilizar, abaixo, uma lista de cuidados comunicativos que precisam ser observados no rito inicial. Acesse. Semana que vem continuaremos nossa formação com rito da Palavra.

Sugestões de cantos:
Entrada: 74, 775
Ato penitencial: 100 ou 106
Gloria:133 ou 134
Salmo: é o mesmo do lecionário,
Aclamação: 329 ou 331
Ofertas: 381 ou 388
Comunhão: 548, ou 550
Envio: 648
Concedei, ó Deus ao povo cristão conhecer a fé que celebra. Derrame sobre nós as suas bênçãos, o Deus todo poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo! Amém.

Cuidados comunicativos nos Ritos iniciais
1. Equilíbrio celebrativo. Não falar demais, não cantar demais. Três canções seguidas podem tornar o rito cansativo, já no início.
2. Ter critérios litúrgicos e celebrativos na escolha do canto inicial.
3. Não enrolar no início. Quanto mais objetivo, melhor.
4. Não forçar sinais, símbolos ou coreografias na procissão de entrada, ato penitencial ou rito do glória. Se o contexto celebrativo favorecer sim, caso contrário, não.
5. O ato penitencial não precisa ser sempre cantado. Do ponto de vista comunicativo, seria bom que não o fosse. Diferente é com o Hino do Glória que deveria ser cantado com alegria.
6. A finalidade dos ritos iniciais é introduzir os celebrantes na missa. Por isso, é imprescindível que o presidente da celebração conheça o contexto celebrativo antecipadamente: será uma missa silenciosa; oracional; alegre; questionadora; festiva???

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