Dicas Litúrgicas Para O 19º Domingo Do Tempo Comum

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13 de Agosto de 2017
Ano A

Elias, com medo, foge da perseguição refugiando-se numa gruta do deserto. É ali que Deus se manifesta como brisa suave. É também de modo suave que Jesus caminha sobre as águas do medo e acalma a tempestade que apavorava os discípulos.

Evangelho: Mt 14,22-33

A 1ª leitura narra uma parte da cena de Elias fugindo da rainha Gezabele depois do massacre dos profetas da corte (1Rs 18). Como Moisés, fugindo do Faraó, Elias entra no deserto da provação, levando em seu coração o medo da morte.

Como acontece em casos de fuga, leva igualmente o peso do desânimo e a necessidade de esconder-se. Tão depressivo estava que reza a Deus suplicando a morte. É assim que entra na gruta, símbolo do mistério entre a vida a e morte, para que Deus o orienta onde encontrá-lo. Elias precisa tomar distância de Deus, entrar na caverna onde habita o seu medo, para perceber quem é Deus.

O conceito de Deus, da parte de Elias, era próprio do Antigo Testamento: um Deus zeloso e guerreiro. A Sagrada Escritura diz que “Javé é um fogo devorador e um Deus ciumento” (Dt 4,24). Um Deus zeloso, diz outra parte da Escritura, que pune a culpa dos pais até a terceira geração dos filhos (Ex 20,5).

Elias é chamado a reconhecer que Deus não é um conceito mental; é alguém com quem se pode encontrar e permanecer na paz e não no medo. Assim, Elias é chamado a encontrar-se com Deus, que se apresenta não como um terrível guerreiro, que se comunica com a força de trovões e tempestades, mas se parece a uma brisa suave (1ª leitura).

Alguém que se deixa encontrar no ordinário da vida, quase tão invisível qual brisa suave. Não, portanto, o conceito abstrato de um Deus que luta para mostrar a força, mas a experiência concreta da vida do Deus que passa e acaricia com sua paz em forma de brisa suave. É isso que o salmista intercede: a graça de ver a bondade e a Salvação de Deus, porque ele fala de paz (salmo responsorial).

Assim como na 1ª leitura, o tema do medo toma conta de toda a cena do Evangelho, também esta marcada pelo medo. Medo da tempestade e medo daquele que se aproxima da barca e é confundido com um fantasma. Medo que evidencia a incapacidade de Pedro de reconhecer Jesus em situação de perigo, especialmente quando está cegado pelo medo.

É natural que assim seja. Uma tempestade em alto mar compara pequenez humana diante da força da natureza e faz compreender que existem forças que o homem não pode dominar; só é dominada pela força divina e com a ajuda divina. O Sl 107 narra uma cena de perigo em alto mar, na qual os marinheiros rezam, intercedendo o socorro divino e são atendidos por Deus.

Lembrar-se de Deus nos momentos de perigo, evidencia a impotência humana e a necessidade da ajuda divina para salvar a vida. É o que se percebe na cena da tempestade acalmada. Mas tem também outra finalidade bem precisa: ressaltar aquilo que os exegetas chamam de “oligopistia”.

Palavra grega que se traduz como fé fraca, fé vacilante, fé pequena, fé sem confiança. Uma fé tão fraca e tão pequena que vacila quando o próprio Jesus, com sua força divina, convida Pedro a caminhar sobre as águas. Seja Elias como Pedro, ambos se mostram incapazes de ir em frente, de prosseguir no caminho ao encontro de Deus porque o medo os impede. Deus vem em socorro e fortalece a fraqueza da fé para se caminhar em frente, para que se possa caminhar ao encontro de Deus.

Algumas dicas para nossa liturgia – cor litúrgica é verde

  • Neste domingo lembramos da vocação dos pais .
  • Pode haver um espaço preparado no presbitério com os símbolos já colocados ali ou algumas pessoas podem entrar com eles e colocá-los em lugar de destaque.
  • Sugestão de símbolos: imagem ou ícone da Sagrada Família, Alianças (símbolos da Pastoral Familiar), réplica de uma casa (maquete ou desenho) e flores.
  • Seja feita uma acolhida afetuosa especialmente para os pais que vão chegando para celebração. O animador inserir no comentário inicial a importação de celebrarmos o mês vocacional e no dia de hoje a vocação dos pais.
  • Para as leituras e preces podem ser convidados pais, mas tudo deve ser combinado com antecedência.
  • No momento das preces lembrar de rezar pelos pais. Neste dia a oração da assembleia pode ser realizado por alguns filhos.
  • Após a oração pós comunhão pode ser rezada a oração vocacional.
  • No final da celebração o presidente pode fazer uma benção especial para os pais e a comunidade pode preparar uma homenagem para todos.
  • No momento dos avisos motivar a comunidade para participar da romaria diocesana no próximo domingo.

Sugestões de cantos para a celebração:

Entrada: 82 ou 83
Ato penitencial: 101
Glória: 124 ou 125
Salmo: Do lecionário
Aclamação: 317 ou 330
Ofertas: 416 ou 415
Santo: 432 ou 433
Comunhão: 560 ou 561
Envio: 610

Concedei, ó Deus ao povo cristão conhecer a fé que professa e amar a liturgia que celebra. Por Cristo nosso Senhor. Abençoe-nos o Deus todo poderoso, Pai Filho e Espírito Santo. Amém!

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