Dicas Litúrgicas Para O 15º Domingo Do Tempo Comum

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16 de Julho de 2017
Ano A

A chuva, na 1ª leitura, a semente, no Evangelho e as dores de parto, na 2ª leitura simbolizam todo o processo do nascimento, escondido e misterioso, que faz germinar uma nova vida. Um processo que precisa acontecer no coração de quem se faz discípulo e discípula de Jesus.

Evangelho de Mt 13,1-23

As leituras deste Domingo relatam um tema fascinante e complexo que agrupa a potência, o mistério, a admiração e o crescimento. A terra irrigada pela chuva (1ª leitura), as dores do parto (2ª leitura) e a semente semeada na terra (Evangelho) são imagens que fazem referência ao trabalho e à dor presentes em todo processo de nascimento, de uma parte e, de outra parte, aludem à alegria e à fecundidade da vida.

A primeira imagem sobre a fecundidade da vida relaciona-se com a chuva. A chuva que é sinal de vida na terra seca e árida da Palestina, que penetra na terra para irrigá-la e fazer com que nasçam frutos (1ª leitura). É assim que Isaías vê o projeto de Deus, não como algo que vem de fora, com algum poder especial para salvar o povo, mas como algo que — igual ao papel e a função da chuva — penetra a terra e a fecunda internamente.

É pela penetração dos valores do Reino no interior da terra, isto é, no interior da vida de cada pessoa e de todo o povo, que fará surgir uma situação nova e totalmente renovada na vida de todos. Esta é a função da Palavra de Deus que, qual uma chuva ou neve, descem do céu, penetram no profundo da terra para que os frutos nasçam em abundância.

A profecia de Isaías não é uma loucura, porque nenhum poder será capaz de resistir à fragilidade da Palavra de Deus, que é capaz de fazer com que o homem e a mulher passem da escuridão para a luz, da escravidão para a liberdade, da morte para a vida. Isto é cantado, de modo muito poético, no salmo responsorial deste Domingo.

A segunda imagem é o gemido e encontra-se na carta que Paulo escreve aos Romanos (2ª leitura). Paulo inicia falando dos sofrimentos, não simplesmente como aviso daquilo que um dia deverá acontecer com quem acredita e segue Jesus como discípulo e discípula, também isto, mas o sofrimento como gemido da parturiente que dará à luz uma nova vida.

O gemido do sofrimento, sim, porque existe a dor, mas um gemido que tem a ver com a recriação da vida humana representados nas dores de parto que gerará nova vida libertada da escravidão, da corrupção “e assim participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus” (2ª leitura). No dizer de Paulo, não nasce uma vida nova sem o gemido; sem o sofrimento. Toda renovação da vida comporta um momento de dor que, depois, é esquecido porque não existe comparação com a alegria recebida, como Paulo escreve no início da leitura.

Por fim, a terceira imagem: a semente. Está no Evangelho, na conhecida parábola do semeador. Semente que tem relação com a vida e com o mistério da vida escondida no seu interior, esperando para germinar e produzir frutos.

A compreensão está no semeador que tem uma boa semente para ser semeada. Mesmo reconhecendo que algumas (ou muitas sementes) caem em terreno nada propício para produzir frutos, ele não se desencoraja, porque sua missão e sua atividade é semear.

Ele se coloca nas mãos de Deus e semeia porque reconhece que é Deus que faz brotar a semente, pois a força da vida está em Deus e não no seu gesto de semear. Nada disso tem a ver com otimismo ou com o chamado “pensamento positivo”, mas com fé, com confiança sobre a necessidade de semear para que os frutos apareçam.

No meio das idas e vindas da história, e mesmo considerando a precariedade dos resultados, o semeador não abandona sua missão e nem desanima; apenas continua semeando a Palavra, os valores do Reino no meio da terra.

Algumas dicas para a nossa liturgia

  • A cor litúrgica é o verde.
  • Preparar a celebração com zelo, tornando o espaço alegre e acolhedor. Valorizar, neste domingo, o símbolo da missão que vamos vivenciar na diocese.
  • O ato penitencial pode ser feito rezado. Sugerimos: “Confesso a Deus todo poderoso…” após a absolvição do presidente canta-se: 113
  • Pode-se substituir o comentário da liturgia da Palavra por um refrão para preparar a assembleia para escuta da Palavra de Deus. Sugerimos o refrão: Ó luz do senhor…
  • O salmo pode ser cantado em duas vozes alternadas e a assembleia participa do refrão.
  • Após a proclamação do evangelho canta-se um refrão para aclamá-lo novamente.
  • Nos ritos finais sejam dados brevemente os avisos.

Sugestões de cantos para esta missa
Entrada: 68 ou 75
Ato penitencial: 100 ou 106
Glória: 126 ou 128
Salmo: é o mesmo do lecionário
Aclamação: 321 ou 323
Ofertas: 391 ou 415
Santo: 444
Comunhão: 538 ou 552
Envio: 610 ou 614

Concedei, ó Deus ao povo cristão conhecer a fé que professa e amar a liturgia que celebra. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

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