Dicas Litúrgicas Para O 14º Domingo Do Tempo Comum

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9 de Julho de 2017
Ano A

A profecia de Zacarias não exalta o poder humano, marcado pela força, mas descreve o poder do Messias, aquele que vem de Deus, nas virtudes da humildade e da mansidão. O Messias é o próprio Jesus convidando a descansar na humildade e na mansidão do seu divino Coração..

Evangelho: Mt 11,25-30

Um dos temas mais presentes na Bíblia hebraica e cristã é o tema da pequenez, que também é traduzido por humildade. Se o mundo ama ir em busca do poder e da força, o caminho divino é marcado pela busca da humildade e da pobreza, as principais características da pequenez, daquele que se faz pequeno para habitar no contexto da paz.

Isto está bem visível no texto da 1ª leitura, na qual, a profecia de Zacarias fala do Messias em termos praticamente impróprios para se referir às categorias de poder. Assim, Zacarias não coloca a força do novo rei, o Rei Messiânico, na característica do mais forte, mas nas virtudes da mansidão, humildade, paz e justiça.

O primeiro atributo divino é a justiça. Não a justiça conhecida nos moldes de hoje. No contexto Bíblico, justiça tem a ver com “fidelidade”, principalmente aquela fidelidade que se traduz como Salvação. Deus é justo porque é fiel e porque salva.

O Rei Messias é justo porque é fiel ao projeto divino e salva (faz justiça) aos fracos do povo: viúvas, órfãos, pobres, oprimidos; aos descartados da sociedade, como diz, hoje, Papa Francisco. Justo e humilde e manso são outros atributos divinos descritos na profecia de Zacarias.

Quer dizer, o rei messiânico, segundo a profecia de Zacarias, não é um guerreiro, mas um pacífico e um pacificador, aquele que constrói e que traz a paz. Em sua missão existe um propósito bem definido: “Ele quebrará o arco do guerreiro”. Uma atitude que é a condição para haver paz na terra, de mar a mar (1ª leitura).

O salmista define o rei messiânico, que na prática é o próprio Deus agindo entre nós, como misericórdia e piedade; amor, paciência e compaixão, aquele que demonstra ternura para com todos (salmo responsorial).

Aquilo que profetiza Zacarias realiza-se plenamente em Jesus, muito claramente descrito no texto de Mateus para a celebração deste Domingo. Este texto de Mateus é considerado por muitos exegetas como a “pérola mais preciosa”.

Mateus que iniciara o discurso de Jesus com as bem-aventuranças, elogiando os pobres, os mansos, os humildes… (Mt 5,1-12), como que retoma o tema da humildade e da simplicidade e o personifica em Jesus.

Ele, Jesus, não elogia os sábios do seu povo, por serem conhecedores da Lei e, por isso, mais próximos de Deus, mas indica que a proximidade divina está nos simples, nos pobres, nos humildes. Isto também é verificado muito facilmente na espiritualidade dos salmos: são os simples aqueles que estão mais próximos de Deus e são defendidos por Deus (cf. Sl 18; Sl 118, Sl 146).

O que mais chama atenção é o fato que Jesus, aquele que conhece Deus não a partir de uma teologia e muito menos de uma doutrina, mas pela convivência com o próprio Deus, apresenta-se também como manso e humilde de coração (Evangelho).

Apresenta-se como modelo para todos que quiserem fazer experiência de Deus. Sobre isso, vale um comentário de Santo Agostinho: “aprendam de mim, não a criar o mundo e nem a criar todas as coisas visíveis e invisíveis, nem a realizar milagres, mas a ser manso e humilde de coração”.

Algumas dicas para nossa liturgia

  • Evitar a correria de última hora. A equipe deve se preparar durante a semana refletindo os textos bíblicos e verificando quais são os gestos e ações a serem valorizados em cada celebração.
  • Criar um ambiente acolhedor e fraterno, sobretudo na chegada dos irmãos e irmãs que vêm à celebração. Os cânticos devem estar de acordo com o Tempo litúrgico e com o momento da celebração.
  • Quem anima apenas lembra os motivos principais da celebração, convidando a assembléia de maneira orante, iniciar seu dialogo amoroso com o Senhor ressuscitado, ligando os acontecimentos da vida à Páscoa de Jesus.
  • Na procissão de entrada vão os leitores, acólitos, e o presidente da celebração. Leva-se à frente a cruz processional ladeada por duas velas. Dependendo da ocasião pode-se também incluir outras pessoas.
  • Na liturgia da Palavra, assumimos a atitude de escuta e nos colocamos atentamente com o “ouvido do coração” para ouvir e acolher a Palavra do Senhor. Um refrão meditativo pode substituir o comentário antes das leituras, pois ajuda a sensibilizar o coração.
  • Motivar as comunidades para semana missionaria que acontecerá de 19 a 23 de julho.

Sugestões de cantos para a celebração:
Entrada:
64 ou 66
Ato penitencial: 112 ou 113
Glória: 123 ou136
Salmo: Do lecionário
Aclamação: 325
Ofertas: 395 ou396
Santo: 446 ou 448
Comunhão: 537 ou 540
Envio: 637

Concedei, ó Deus ao povo cristão conhecer a fé que professa e amar a liturgia que celebra. Por Cristo nosso Senhor. Abençoe-nos o Deus todo poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

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