Dicas litúrgicas para a Missa da Noite de Natal

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Quando contemplamos os símbolos natalinos, nós nos deparamos com a luz que vence a escuridão, com a alegria de Deus e dos pastores se misturando para cantar a glória divina e com o Menino Deus deitado pobremente na manjedoura de Belém.

Evangelho: Lucas 2,1-14

O melhor jeito para entrar no Mistério divino do Natal não é pela explicação, usando palavras, mas através da simbolização. Três símbolos chamam atenção, na profecia de Isaias: a escuridão, a alegria e o Menino (1ª leitura – Vigília, Noite, Dia).

Um povo que caminhava nas trevas é iluminado por uma luz nova. Nas antigas culturas, a escuridão representava o caos primordial onde habitavam as potências inimigas da humanidade. Hoje, a escuridão simboliza aquilo que é negativo em nossas vidas: o medo, a maldade, a morte… Escuridão é a situação de quem vive sem destino, sem saber onde ir.

Mas, é justamente nesta escuridão que a luz divina rompe com as trevas para trazer a grande paz aos homens de boa vontade, aqueles que aceitam a luz divina (Evangelho – Noite e Dia). É através da luz divina que a humanidade encontra um caminho e um endereço novos por onde caminhar; encontra um destino para a vida.

O segundo símbolo natalino é a alegria, um sentimento que Isaias descreve como uma explosão dos vitoriosos na guerra ou com a alegria de uma colheita abundante (1ª leitura – Noite; Dia). Alegria que elimina a apreensão e a tensão da espera, por isso, alegria explosiva diante de um resultado que supera as expectativas.

Alegria que não é fruto do esforço humano, mas oferecida à humanidade por Deus; por isso, alegria transbordante (1ª leitura – Vigília). De fato, o profeta reconhece isso quando diz: “fizestes crescer a alegria e aumentastes a felicidade” (1ª leitura – Noite). Deus, ao oferecer o seu Menino para a terra faz crescer a felicidade nos homens e mulheres de boa vontade. É o presente divino para o Natal; um presente salvador e reconciliador capaz de fazer transbordar de alegria nossos corações (2ª leitura – Vigília; Noite; Aurora; Dia).

Por fim, o terceiro símbolo: o Menino que nasceu para nós (1ª leitura e Evangelho – Noite; Aurora). Um Menino especial, com sinais da realeza e com qualidades divinas para estabelecer um reino que não terá fim. Este Menino é o “sim” de Deus para toda a humanidade. Quem o acolher caminhará nos caminhos da paz divina e se tornará um artesão de tempos novos, marcados pela fraternidade (Evangelho – Dia).

Diante de um Menino tão importante, esperava-se uma vinda mais solene. No entanto, não é isto que acontece. Deparamo-nos, assim, com um Deus que gosta de surpreender. Surpreende as expectativas da humanidade e entra escondido na pobreza para viver no meio de nós.

Mesmo assim, tudo é conduzido pela mão divina. José não é um andarilho que não sabe aonde vai. Sua viagem, levando Maria grávida do Verbo encarnado (Evangelho – Noite), faz parte do plano divino e este plano divino passa pela estrada dos pobres, pelas periferias sociais e existenciais.

Pelo mesmo motivo, Lucas insiste em chamar atenção para as faixas que envolviam Jesus (Evangelho). Não a roupa de ricos, mas faixas, modo como as mães pobres envolviam seus filhos recém-nascidos. Não quartos confortáveis, mas um presépio; não um berço, mas uma manjedoura.

Assim, o homem e a mulher que se preparam para celebrar o Natal deste ano de 2016 são convidados a considerar as surpresas de Deus. Considerar que o encontro com este Menino não acontece uma única vez, mas várias vezes, reconhecendo-o no grito dos pobres, na alegria espontânea das crianças e no silêncio de quem sabe mergulhar no mistério pela oração. O Natal acontece para romper as escuridões da vida e para acender a luz divina no coração do mundo. Isto é motivo para transbordar de alegria!

Algumas dicas para nossa liturgia

Nasceu-nos hoje um menino, o salvador do mundo!  Preparemos nossas celebrações de maneira que fique expressa essa verdade do nascimento de Jesus.

Nessa noite termina a reserva simbólica, isto é, voltam os símbolos com cantos alegres, flores e instrumentos.

Valorizar neste dia o presépio como símbolo da memoria do nascimento de Cristo.

Durante a procissão de entrada a imagem do menino Jesus pode ser conduzida até o presépio por uma criança vestida de branco.  A procissão pode ser feita na seguinte ordem: Cruz ladeada por duas velas, logo atrás a Imagem do menino Jesus, leitores, Evangeliário (onde tem) ministros e presidente da celebração.

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