Diocese de Jales

Artigos › 24/06/2019

Como as nossas imperfeições podem nos proporcionar um espírito de gratidão

Nem sempre é fácil manter um espírito de gratidão em nosso mundo moderno. Cercados por tudo que precisamos e desejamos, somos tentados a pensar que somos a fonte de todas as bênçãos.

Isso pode nos levar a um espírito de orgulho excessivo; passamos a nos enxergar como um “deus” de nossas vidas e posses.

Mas lembre-se que Deus nos disse: “Onde estavas, quando lancei os fundamentos da terra? Fala, se estiveres informado disso. Quem lhe deu as medidas, já que o sabes? Ou quem sobre ela estendeu o cordel? Onde se assentam suas bases? Ou quem colocou nela a pedra angular” (Jó 38,4-6).

São Luís Gonzaga também reconheceu que, a fim de manter um espírito de gratidão em nossas vidas pelos muitos dons que Deus nos deu, devemos compreender as nossas fraquezas e a nossa incapacidade de fazer qualquer coisa sem Ele:

“Sendo perguntado por um Irmão se era difícil para um grande nobre abandonar as vaidades do mundo, ele respondeu que isso era totalmente impossível, a menos que Nosso Senhor colocasse barro em seus olhos, como fez com o homem cego de nascença; isto é, a menos que Ele lhe permitisse perceber sua inutilidade. Certo dia, o padre Alamanni, do Colégio de Milão, procurou-o em auxílio espiritual, em grande aflição, porque se sentia muito imperfeito. São Luís, para consolá-lo, citou as palavras do Salmo 139, v. 16: “Ainda embrião, teus olhos me viram e tudo estava escrito no teu livro; meus dias estavam marcados antes que chegasse o primeiro. Ele acrescentou que, embora a visão de nossas imperfeições foi realmente o suficiente para nos leva ao desespero, podemos nos consolar considerando que é com essas imperfeições que estamos escritos no livro de Deus, não para nossa condenação, mas para nos humilhar e nos levar a uma maior santidade.”

Gonzaga acreditava que nossas imperfeições guardam a chave para a santidade e a capacidade de sermos gratos a Deus em todas as circunstâncias. Nossas fraquezas são vistas como um benefício, não algo que nos leva ao desespero, mas uma alegria especial, sabendo que não somos perfeitos.

Com esse reconhecimento, podemos abraçar plenamente nossas fraquezas e confiar inteiramente em Deus para tudo em nossas vidas. Nós não somos a fonte de nossas próprias bênçãos. Uma vez que podemos entender essa realidade, nossos corações podem ficar em paz e clamar a Deus em gratidão.

Via Aleteia

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