A IGREJA NOS FALA

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Documento de Aparecida

411. É expressão de caridade, também eclesial, o acompanhamentopastoral dos migrantes. Há milhões de pessoas quepor diferentes motivos estão em constante mobilidade. Na AméricaLatina e Caribe os emigrantes, deslocados e refugiados, sobretudopor causas econômicas, políticas e de violência, constituemfato novo e dramático.

412. A Igreja, como Mãe, deve sentir-se como Igreja sem fronteiras, Igreja familiar, atenta ao fenômeno crescente da mobilidade humana em seus diversos setores.

Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil – 2011-2015

78. Cabe a cada comunidade eclesial perguntar quais são os grupos humanos ou as categorias sociais que merecem atenção especial e lhes dar prioridade no trabalho de evangelização

111. Atenção  especial merecem também os migrantes forçados pela busca de trabalho e moradia:

a)     os migrantes brasileiros no exterior, vivendo no meio de outras culturas e tradições, que precisam de amparo, apoio e assistência religiosa;

b)    os migrantes sazonais, que constituem mão de obra barata e superexplorada pelo agronegócio em variadas formas;

c)    as vítimas do tráfico de pessoas seduzidas por propostas de trabalho que levam à exploração também sexual;

d)    os trabalhadores explorados pelos métodos de terceirização, vítimas de atravessadores de mão de obra;

e)    os novos migrantes estrangeiros em busca de sobrevivência em nossa pátria, muitos se encontrando se encontrando em situação de não cidadania e discriminação. 

Exortação Apostólica:  A Alegria do Evangelho 

210. Embora aparentemente não nos traga benefícios tangíveis e imediatos, é indispensável prestar atenção e debruçar-nos sobre as novas formas de pobreza e fragilidade, nas quais somos chamados a reconhecer Cristo sofredor: os sem abrigo, os toxicodependentes, os refugiados, os povos indígenas, os idosos cada vez mais sós e abandonados. Os migrantes representam um desafio especial para mim, por ser Pastor duma Igreja sem fronteiras que se sente mãe de todos. Por isso, exorto os países a uma abertura generosa, que, em vez de temer a destruição da identidade local, seja capaz de criar novas sínteses culturais. Como são belas as cidades que superam a desconfiança doentia e integram os que são diferentes, fazendo desta integração um novo fator de progresso! Como são encantadoras as cidades que, já no seu projeto arquitetônico, estão cheias de espaços que unem, relacionam, favorecem o reconhecimento do outro!

Comunidade de comunidades: uma nova paróquia / Documento da CNBB Nº 100

18. Nas grandes cidades, mesmo nas comunidades paroquiais, existe anonimato e solidão. Muitos procuram a igreja apenas para atender às suas demandas religiosas. Não buscam viver a comunhão nem querem participar de um grupo de cristãos. Por outro lado, há dificuldades em acolher quem chega; especialmente migrantes e novos vizinhos, facilmente caem numa massa anônima e raras vezes são recebidos de forma personalizada nas grandes paróquias.

Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade  /  Estudos da CNBB

 Nº 107 

  1.  Mas é preciso estar atento às novas formas de pobreza e fragilidade: os sem-abrigo, os refugiados, os povos indígenas, os negros, os idosos, as pessoas que sofrem formas diferentes de tráfico, as mulheres que padecem situações absurdas de violência e maus tratos, os nascituros – o mais inocentes de todos. Pensamos também em outros seres frágeis e dependentes da criação, como o solo que desertifica, as espécies em extinção – sinais que afetam a vida na terra e das novas gerações (cf. EG, n. 210-216)

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