Diocese de Jales

Artigos › 24/08/2019

A ARTE DO PLANEJAR

No princípio, Deus criou o céu, a terra…

A terra era um caos… vazio…, a escuridão cobria até as profundezas… e, um vento de Deus se agitava sobre a superfície das águas. E Deus disse: “Haja Luz”! E houve luz. (Gen.1, 1-3)

Desde o princípio todas as coisas foram pensadas e foram criadas por Deus, seguindo um plano. Tudo fez parte de um planejamento para que o ser humano fosse criado com muito amor e gratuidade, e feito a imagem e semelhança d’Ele.

Planejar é uma arte… a arte de pensar, a arte de refletir, a arte de organizar, a arte de executar… ações fundamentais para concretizar um determinado objetivo.

Em tudo que fazemos ou construímos, precisamos primeiro do planejamento, para que o agir e o executar sejam realizados de forma inteligente e precisa. O planejamento deve permear às características de um líder, na sua importante tarefa de gestão e administração, e em todas as suas instâncias, sejam elas, política, religiosa, econômica, familiar, dentre outras…

O bom gestor não é só um executor de ideais, mas sim aquele que coloca a “mão na massa”, que participa, que envolve as pessoas nas tomadas de decisões, que comunica, que compartilha, que tem o compromisso com o trabalho em grupo, que encoraja este grupo, que organiza as ações e os processos, que envolve a todos de forma assertiva ao futuro próximo ou distante.

O Planejamento deve ser entendido como um processo contínuo e participativo. Há diversas formas de planejamento, dentre as quais podemos destacar: o planejamento estratégico (estudo de mercado ou de possibilidades), o planejamento tático (recursos necessários) e o planejamento operacional (como realizar).

Antes mesmo de se planejar ou traçar um planejamento, primeiro é necessário proceder a uma análise de realidade, um diagnóstico participativo da situação, contextualizar e enumerar a partir de um histórico. Em seguida, fazer uma reflexão, traçar as estratégias aos diversos desafios que serão inerentes ao processo, visando que as decisões a serem tomadas sejam impulsionadas pelas metas e meios pensados.

Quando pensamos em um Planejamento Pastoral, a Igreja tem o cuidado de desempenhar um trabalho de escuta e de respeito às opiniões de seus fieis, que ajudarão no segmento administrativo, religioso e social. A gestão daqueles que participam do Planejamento Pastoral deve sempre partir do princípio do amor cristão e solidário. É necessário que se busque luz na Palavra de Deus, desenvolvendo nas comunidades uma atuação educativa e participativa.

É importante o uso de boas ferramentas e bons recursos para o planejamento, tais como: leituras, cursos, formações, reuniões, palestras, testemunhos, diagnósticos participativos, campos de pesquisas, grupos de reflexões, bem como de qualquer outro mecanismo que possa ajudar na adequada execução do planejamento. Este é um processo contínuo que fornece ao líder, o referencial individual de modelo e gestão para a sua equipe, fatores estes fundamentais na busca de recursos financeiros e humanos.

O Planejamento consiste na divisão das responsabilidades, ou seja, é um mecanismo processual, é o alinhamento de todos a um objetivo comum, que se pretende atingir de forma eficiente, rápida e tranquila, unida e coordenada.

Para tudo que o ser humano faz é necessário um bom planejamento. O planejar deve fazer parte da cultura de um povo. Deixar-se levar pelas circunstâncias significa improvisar, e possivelmente se distanciar de todos os caminhos mais adequados à realização de seus objetivos.

Planejar é a “chave” para qualquer empreendimento econômico, familiar, pessoal, político e pastoral. Planejar é o que torna tudo mais claro e compreensível aos objetivos e as metas dos nossos projetos de vida.

 

Pe. Natalino Sérgio de Araújo,
Administrador Paroquial da Paróquia Santa Rita de Cássia de Fernandópolis e Coordenador Diocesano de Pastoral

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